O lugar que a imperatriz Eugênia de Montijo transformou num glamour e se mantém até hoje nessa pegada
Tasso Franco , Salvador |
09/07/2026 às 08:46
O palácio da imperatriz Eugenia de Montijo hoje Hotel du Palais
Foto: BJÁ
Tive a oportunidade de conhecer a cidade de Biarritz, ontem, e apreciei o quanto pude o local dos mais belos e desejados do sudoeste da França. Trata-se de uma elegante cidade litorânea na costa basca, local de veraneiro muito frequentado desde que passou a receber a realeza europeia no século XIX,, e ainda hoje, onde é possivel conviver com surfistas e ricas senhoras que vão às compras na Chanel, Hermès e Goyard, tudo junto e misturado.
A cidade é um importante destino de surfe, com longas praias arenosas e escolas de surfe (vide outra matéria). O Símbolo de Biarritz, o Rocher de la Vierge é um afloramento rochoso com uma estátua da Virgem Maria no alto. Acessado por uma passarela, o local oferece vistas deslumbrantes do Golfo da Biscaia. La estive com la mademe Bião de Jesus e ficamos encantados. Havia, no momento de nossa visita, centenas de turistas e até fila para se tirar fotos numa das falésia.
Historicamente, a ligação de Biarritz remete a Imperatriz Eugênia de Montijo. Nascida na Espanha, ela era esposa de Napoleão III e transformou a vila baleeira de Biarritz no destino de luxo da aristocracia europeia. Em 1854, convenceu o Imperador Napoleão III a construir a sua residência de verão no local, a chamada "Villa Eugénie". Mais tarde, esse palácio à beira-mar foi transformado no luxuoso Hôtel du Palais.
A partir de então, figuras da realeza, como a Rainha Vitória do Reino Unido e a Imperatriz Sissi da Áustria, passaram a frequentar a cidade. A cidade ainda guarda forte influência da época imperial, destacando-se a Capela Imperial, construída em 1858, e a Igreja de Santa Eugênia, dedicada à santa padroeira da imperatriz. Na atualidade a realiza frncesa não existe mais. A França é uma República com presidente eleito e um premier. Mas, nunca perdeu o charme e o glamour e alguns ricos ainda veraneiam em Biarriz e o Hôtel du Palais está firme e forte.
O nome Biarritz tem origens etimológicas associadas à língua basca e à evolução toponímica local. O nome original da cidade na Idade Média era Beariz. As teorias linguísticas para o seu significado são da raiz basca berar (variante de belhar, que significa "erva") junto com o sufixo locativo -itz. Isso resultaria em "lugar herboso" ou "pradaria".Terra de Bear. Historiadores apontam uma antiga associação onde o sufixo "-iz" indicaria "terra de", havendo uma transição fonética antiga que passou por Bearriz, Beiarridz, até chegar à grafia atual.
Na atualidade, Biarritz é uma comuna francesa do arrondissement (distrito) de Baiona, departamento dos Pirenéus Atlânticos, região administrativa da Nova Aquitânia. Integra o chamado País Basco francês, mas difefente de Bilbao onde as informações nas placas, nos restaurantes, nas lojas, etc, são postas ou escritas nas ruas linguas (euskera e espanhol), em Biarritz prevale somente o francês. Há poucas informações na dupla lingua euskera e francês. Como a localizada fica distante 20 minutos da Espanha e muito frequentada por espanhois fala-se (e entende-se) o espanhol.
Biarritz também tem muios restaurantes com marcas da América Latina - peruanos, mexicanos, argentinos (não vi nada do Brasil) e bares no estilo tapas mexicanos daí que o espanhol é muito praticado.
Biarritz foi construída no topo de uma cadeia de colinas ao longo da costa. A cidade é cercada por diferentes praias de areia fina, como a praia grande, a costa Basca ou o porto dos pescadores e ainda hoje guarda essas caracteristicas e se pode fazer todo esse roteiro a pé ou num trenzinho (8 euros por pessoa). O banho de mar é gratuito e há várias lojas que alaugam pranchas e roupas de surf. O mar é freio e recomenda usar roupas protetores.
Num balneário desse porte, elegante, chique, disputadíssimo, os preços de tudo o que se consome e se compra em vestes etc são acima da média. Nos restarurantes franceses um filé gira em torno de 30 euros e o calice de vinho (a depender da marca entre 6 e 9 euros). As lojas de grife são impraticáveis para nós os classe média brasis onde as bolsas de mukheres variam entre 2 mil a 6 mil euros, camisas para homens 450 a 900 euros e por ai vai. Ou seja, só para ricos.
Alguns pontos turisticos (a maioria, os de contemplacção) são gratutisoe outros variam entre 5 a 9 euros a entrada. Pode-se também arriscar alguns euros no cassino. Como olhar esses locais ainda não se paga nada e há sitios tanto para comer e comprar uma lembrança mais baratos, Biarritz é fantástica.