Turismo

CHINATOWN PARIS DA RIVER GUACHE DASAPONTA QUEM VAI CONHECÊ-LO (TF)

É mais um quartier asiático com lojas e restaurantes de vários países
Tasso Franco , Paris | 17/06/2022 às 04:59
Poucas stores têm essa decoração com lanternas
Foto: BJÁ

Paris é uma metrópole. É até redundante ficar falando nisso. A cidade é imensa e tem uma quantidade enorme de pontos turísticos. É praticamente impossível visitá-los numa temporada de médio prazo, salvo se você não tiver outra coisa a fazer e se dedique só a isso. Ainda assim, demanda muito tempo, pois, num mesmo distrito pode haver dois a três museus, dezenas de restaurantes, clubs, galerias de arte e assim por diante.

    A cidade tem dois Chinatowns em distritos diferentes no 13º e no 20º (Belleville) e decidi conhecer um deles na River Gauche do 13ème arrondissement, área nova com edifícios altos e onde se situa, nas proximidades, a Biblioteca Nacional da França, a François-Mitterrand, onde iniciei o tour desembarcando na estação de metrô Bibliothèque François-Mitterrand. A visita a biblioteca foi fantástica e depois contarei a vocês em matéria à parte. 

    O certo é que depois de visitarmos a biblioteca - yo e a madame Bião de Jesus - decidimos dar um giro no bairro com seus prédios modernos, arquitetura em vidro e aço, e só depois decidimos ir ao Chinatown, até a Avenue d’Ivry, que é o coração do bairro chinês, com ótimas lojas, restaurantes, mercadinhos de frutas e verduras, e supermercados asiáticos, mais parecendo um quarter asiático do que propriamente chinês visto que há muitos restaurantes da Tailândia, do Japão e do Vietnã.

     Para quem não fez como nós que paletamos mais de 40 minutos a partir da biblioteca para chegarmos a d'Ivry, pode-se usar o metrô das estações Place d'Italie ou  Tolbiac, que ficam perto da Avenue de Choisy, onde se situam vários restaurantes e comércios. (Veja em Cultura comentário de Dom Franquito sobre o restauranre vietnamita Hôi An, da Choisy).

    O Chinatown Paris não tem uma decoração de rua no modelo que conhecemos noutras cidades, como o bairro japonês (Liberdade) em São Paulo, ou o chinês de São Francisco, EUA. Nesse sentido deixa os visitantes desapontados, pois, não há trechos (ou ruas) decoradas com aqueles postes exóticos e lanternas, salvo um ou outro store isolado. 

    Ademais, para saborear comidas asiáticas em Paris (ou comprar louças e peças de arte chinesa) não precisa ir a este bairro uma vez que os restaurantes (e lojas) estão espalhados por toda a cidade. No meu bairro (17º distrito) tem lojas asiáticas de todo tipo, desde roupas a utilidades do lar. 

    Não vi nada demais no Chinatown da River Gauche que pudesse chamar a atenção. A Place d'Italie, que é monumental, não tem nada a ver com os asiáticos e a Avenue de France - o coração do 13º onde está a biblioteca e os prédios modernos da cidade - muito menos. 

   A arquitetura dessa região é bem diferente do resto da cidade, com prédios bem altos e muito mais moderna do que a parte turística de Paris. O 13ème também é um dos melhores bairros para curtir a street art parisiense. 

    O Ano Novo Chinês, que torna os Chinatows mais movimentado normalmente é celebrado entre os meses de janeiro e fevereiro, festa tradicional com dança, música e desfiles daqueles dragões de papel marchê. As comemorações são formadas por um desfile à fantasia e danças tradicionais no meio da rua.

     Todas as fachadas das lojas estão escritas em chinês, até mesmo o McDonald’s do bairro possui sua fachada e cardápio em chinês. 

     Só por curiosidade: Rive Gauche é o nome que se dá à parte sul da cidade de Paris, capital da França, dividida pelo rio Sena, em oposição à margem direita — Rive Droite.  Os parisienses tem o hábito de separar as duas margens do Rio Sena: a Rive Droite (Margens Direita, ao norte) e Rive Gauche (margem esquerda ao Sul).

    O Rio Sena, com suas 37 pontes na área urbana de Paris, 13 km navegáveis, é uma espécie de orientador mãe da cidade. Tudo gira em torno do Sena. (TF)