Salvador

OS MECENAS DO PERNAMBUÉS QUE DÃO AULAS GRATUITAS DE NATAÇÃO A CRIANÇAS

Atende crianças, adolescentes e idosos no bairro que tem a maior população de Salvador
Tasso Franco , Salvador | 23/03/2026 às 13:14
Edelbrando Pires e Jorge Matos, do Medley
Foto: BJÁ
      
  Os professores de educação física, Edelbrando Moraes Pires e Jorge Matos, proprietários da Escola de Natação Medley, localizada na Rua Numa Pompílio, 370, Pernambués, são os responsáveis pelo trabalho social com crianças portadoras de autismo, síndrome de Down e normais que aprendem natação de maneira orientada – natação e cidadania – gratuitamente, em dois horários aos sábados; e dois horários aos domingos, e já beneficiaram centenas de famílias ao longo dos últimos 20 anos.

  “Nosso trabalho é integrativo e a difusão é feita no boca-a-boca dos participantes do projeto. Nosso atendimento cresceu assim, de baixo para cima, as pessoas iam chegando com os filhos, se matriculando, fazendo inscrição da família – pai, mãe, avó, tia, etc e da criança – a, com o correr dos anos atendemos uma quantidade imensa de pessoas, tudo gratuitamente, na base do amor”, diz Edelbrando Pires.

  A CUC – Central Única de Cidadania - é uma Organização Social e a Medley uma empresa privada que se uniram no projeto social e durante um ano teve apoio do BNB. Hoje, os empresários desejam ampliar a Medley, fundada em 1996, que tem base física e estrutural para isso. Mas, deparam com a falta de recursos de maior porte. 

  Jorg Matos diz ao BJÁ que estão desenvolvendo um projeto de ampliação dessa base, no Pernambués, com uma empresa de grande porte da iniciativa privada. “Pretendemos ampliar a Medley como empresa voltada para a natação e todas as suas especificações e paralelamente ampliar o projeto social. Há uma procura imensa, o Pernambués é o maior barro de Salvador e seu entorno é enorme, com Saramandaia e Cabula nos arredores, e uma população muito grande de baixa renda e que não pode pagar uma escola de natação. Nós, de fato, cobramos de quem pode; e aqueles que não têm condições financeiras de pagar, não pagam”, comenta Matos.

  Para Edelbrando essa é a chave do sucesso. No fundo são essas comunidades – e o Pernambués e o Cabula tem um grande contingente de classe média, muitos empresários do comércio, da indústria não poluente e de serviços que moram aqui - que pagam o projeto. Mas, também é claro, embora tenhamos ajuda de voluntários que dão aulas gratuitamente, temos despesas com manutenção da piscina, dos equipamentos, energia, etc, e isso somos nós que bancamos”.

  Nem Edelbrando; nem Jorge Matos estão a reclamar de nada. Pelo contrário, querem ampliar o projeto social e têm consciência de que ganhou uma dimensão tal que é, praticamente impossível paralisar. “Nós constituímos uma imensa família e existem pessoas que chegaram na Medley com 4 anos de idade e hoje estão com 20 ou mais anos, mães que nos acompanham e já são avós, e essa integração, esse carinho é dois lados e tudo isso engrandece as pessoas e a nós também”, confessa Edelbrando afirmando que se trata, sim, de um grande projeto de cidadania, de formação do cidadão, de integração, de carinho e afeto..

  *** Você lê neste site a primeira matéria sobre esse tema intitulada “CUC E MEDLEY FAZEM PROJETO SOCIAL DE PORTE EM SSA NO BAIRRO PERNAMBUÉS”.
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