Alunos da Escola Municipal Luiza Mahin, em Armação, participaram nesta segunda-feira (11) das atividades da ação “Eu Me Protejo na Escola”, que integra a campanha Maio laranja, sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Coordenada pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), em parceria com as unidades de ensino, a iniciativa busca levar informação, prevenção e proteção para crianças e adolescentes no ambiente escolar.
O projeto aborda, por meio de atividades pedagógicas e adequadas a cada faixa etária, as violências sexuais presenciais e virtuais, prevenção, autocuidado, conhecimento do corpo, identificação de situações de risco, rede de proteção e canais de denúncia. As atividades também incluem a apresentação do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) Digital, que aborda direitos e deveres deste grupo.
Iniciada na última semana, a ação “Eu Me Protejo na Escola” também aconteceu na Escola Municipal Oswaldo Cruz, no Rio Vermelho, nesta segunda. Nesta terça (12), a iniciativa ocorrerá no Colégio Estadual Professor Rômulo Almeida, no bairro do Imbuí.
A titular da SPMJ, Fernanda Lordêlo, lembra que, ao abordar o assunto com as crianças nas escolas, é possível ensiná-las a se proteger, identificar possíveis violações e buscar apoio de pessoas de confiança. "Nossa proposta é fazer com que, sendo a educação uma porta de entrada, a identificação dessas violações fique mais clara, para que as medidas sejam tomadas com mais celeridade; e que o fluxo atenda mais adequadamente às nossas crianças e adolescentes, gerando a não revitimização e uma ação mais imediata diante de possíveis violações", afirma a secretária.
A iniciativa foi realizada com alunos do 8º ano da Escola Municipal Luiza Mahin, com idades entre 12 e 14 anos. Houve palestra e roda de conversa, além de atividades como o Semáforo do Toque e Bingo do Maio Laranja.
"As ações são desenvolvidas de forma específica para a Educação Infantil, Ensino Fundamental I e Ensino Fundamental II, respeitando as etapas do desenvolvimento de cada público. A iniciativa fortalece a proteção integral de crianças e adolescentes, ampliando o acesso à informação e contribuindo para que a escola seja também um espaço de escuta, orientação e garantia de direitos", informa Dinsjani Pereira, coordenadora de Infância e Adolescência da SPMJ.
Segundo o diretor da Escola Luiza Mahin, Eduardo Magalhães, a abordagem precisa ser próxima da realidade dos jovens. "Quando entramos nas escolas para conversar com crianças e adolescentes, além de informações, estamos criando espaço para escuta, confiança e proteção. O trabalho consiste em nos aproximar e falar de um jeito que eles entendam, mostrando que eles não estão sozinhos”, aponta.