Política

PF DIZ QUE APT PARA WAGNER SEGUIU MESMO MODELO DO EX-PRESIDENTE DO BRB

PF diz que apartamento para Jaques Wagner seguiu mesmo modelo de propina para ex-presidente do BRB
Investigação aponta que sistemática adotada foi semelhante, com uso de fundos de investimento suspeitos
Tasso Franco , Salvador | 20/06/2026 às 10:31
Jaques Wagner, o investigado pela PF
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A investigação da Polícia Federal que apura supostos pagamentos de propina envolvendo o Banco Master aponta que a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões destinado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) teria seguido um modelo semelhante ao identificado em operações relacionadas ao ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, diz o Estadão.

Segundo os investigadores, a estrutura envolveria fundos de investimento ligados à gestora Reag e empresas usadas para intermediar a aquisição de imóveis. 

A PF afirma que o mesmo operador teria atuado nas duas frentes. Trata-se do advogado Daniel Monteiro, que também foi preso em fase anterior da investigação. 

“O fluxo financeiro utilizado para mascarar a origem dos recursos e o beneficiário da compra do imóvel ocorre com sistemática muito semelhante à adotada na propina paga ao então presidente do BRB, PAULO HENRIQUE COSTA: o dinheiro transita por fundos de investimento, para ao final aportar em pessoa jurídica de fachada, registrada em nome de laranja e criada exclusivamente para esta finalidade. A empresa, formalmente constituída como S.A. ou SPE (modalidades que facilitam a ocultação do beneficiário final), adquire formalmente o imóvel, que na prática é o objeto constitutivo da vantagem indevida.”

    JAQUES WAGNER, O INTERMEDIÁRIO

    Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, indicam que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), era citado como um possível intermediário para encaminhar um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os diálogos, obtidos pelo Estadão, fazem parte do material apreendido pela PF na investigação sobre o Banco Master.

     Em nota enviada ao Poder 360, o senador afirmou que não tem nenhuma relação com Daniel Vorcaro e que não pode ser responsabilizado por conversas de terceiros das quais “sequer participou” e cujo contexto “sequer sabe qual foi”. Segundo Jaques Wagner, “não existiu intermediação e não existe relação”....