Política

WAGNER ESTÁ INSUSTENTÁVEL E A DIFICIL POSIÇÃO DE ABDICAR A LIDERANÇA

Alguns partidários querem sustentar a posição politica de perseguição, mas, não cola diante de um órgão PT que integra a estrutura governamental do PT
Tasso Franco , da redação em Salvador | 19/06/2026 às 17:46
Senador Jaques Wagner, insustentável politicamente
Foto: Agência Senado

   MIUDINHAS GLOBAIS:

    1. Quanto mais o senador Jaques Wagner se mantém na liderança do governo no Senado, mais sangra o governo Lula. Isso parece óbvio e ainda que retornem delegados da PF de férias como já dito pela imprensa para amenizar investigações do Caso Master, o estrago parece já ter sido feito. 

     2. O mal que deu em Francisco (Flávio) quando o Escândalo Vorcaro chegou ao filme de Bolsonaro reduzindo a sua performance na pré-candidatura a presidente, em pesquisas, perda de 4% das intenções de votos; é provável que chegue a Chico (Lula) com alguém tão próximo a ele e que articula as ações no Senado, Casa onde o presidente não tem maioria e, recentemente, um indicado por Ele para o STF foi gongado.

    3. A permanência de Wagner, no entanto, depende dele, que admita que está sendo investigado e se afaste da função até que tudo se resolve no âmbito da PF e da Justiça (STF). As suspeitas apontadas até agora são robustas e o senador mal explicou a montanha de dólares e relógios apreendidos no seu endereço de Brasília, a Folha de SP em matéria subsequente mostrou que a conta não bate como o parlamente disse ser de diárias do Senado. Ademais, são 13 relógios confiscados, todos de alto valor pelo menos para os padrões médios da sociedade.

     4. Há muito mais coisas a explicar como a compra de um apartamento por R$9 milhões em prédio que já reside no Corredor da Vitória e outros itens que estão sendo investigados pela PF. E, como diria o ex-governador Luís Viana Filho, tudo o que tem de se explicar, na política, é complicado porque há sempre dois lados; a acreditar e dá fé; e outro não.

    5. Lembrando, ainda, que Wagner é pré-candidato ao Senado na chapa Jerônimo Rodrigues e por ser o nome nacional (já foi ministro de Estado e é líder do governo na Câmara Alta) qualquer derrapagem como esta que se apresenta ainda em fase investigativa, porém, com um flanco aberto enorme dando margem à criticas nas Redes Sociais, atinge tanto Lula quanto Jerônimo, e também a si próprio.

   5. O que poderá acontecer é imprevisível porque são muitos os personagens no seu entorno envolvidos nas investigações e a imprensa brasileira é muito ativa, está se olho, e vai repercutir e apresentar novos enredos assim que forem produzidos pela PF e pelos depoimentos dos investigados que vão fazer também suas defesas. 

   6. O principal vínculo de Wagner seria com Augusto Lima, ex-sócio do Master, também alvo da Compliance Zero. Trata-se de uma teia de aranha e quando acontecem esses casos há versões e versões entre os próprios integrantes da teia.

  7. A imprensa nacional, inclusive, bem analisando há algum tempo como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que, segue preso conseguiu relações de negócios & negócios com à esquerda; e com a direita abrangendo uma teia de relações nos dois campos majoritários da politica brasileira envolvendo tantos recursos, uma montanha russa de dinheiro, cuja Operação Cumpliance Zero ainda está na fase número 9. Ou seja, deverá vir muito mais coisas à tona.

  8. A ofensiva, como bem disse o colunista Carlos Rolssing, da GZH, “reforça o caráter pluripartidário e de diversidade ideológica nas relações suspeitas de Vorcaro, que está preso preventivamente, sob suspeita de ter cometido crimes financeiros e de ter causado um rombo de cerca de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC)”.

  9. Evidente que a decisão do senador Wagner em por o cargo à disposição dos seus pares no Senado e, consequentemente, ao presidente da República, é complexa e traumática. Porém, o senador deve avaliar (certamente deve estar avaliando) o que causa mais prejuízos a si e ao governo, se se mantém no cargo ou se o entrega e tira o governo do olho do furação. Passa, então, a ser senador comum e cuidará de sua reeleição na Bahia e de sua defesa. (TF)
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