Política

POR QUE OS GRUPOS AFROBAIANOS NÃO PROTESTARAM DIANTE MORTE DE ABISSA?

A explicação estaria no alinhamento politizado desses grupos
Tasso Franco , da redação em Salvador | 22/01/2026 às 10:37
Africano assassinado em Salvador, a capital afro
Foto: DIV
   Por que a morte do turista africano na cidade considerada a mais negra do país que se intitula Salvador da Bahia, segundo a PMS, capital afro, teve pouca repercussão nos grupos politizados afrobaianos e não sairam notas de protestos, não se organizaram passeatas como as que ocorrem com frequência nos Estados Unidos quando um negro é assassinado?

   Ora, parece-nos que como esses grupos têm uma forte relação com o petismo na Bahia e o governo do Estado é controlado pelo petismo, as forças de segurança que protegem os cidadãos são de responsabuilidade do governo do estado, nada falam ou ou pouco falam quando acontece um caso como esse.

   Abissa é natural da Costa do Marfim e tem cidadania norte-americana, casado com uma baiana cujo casal - segundo notas da imprensa - tem uma filha de 10 anos, mas, ainda assim pouquissima repercussão na comunidade negra afrobaiana.

   Segundo informações apuradas pelo portal A Tarde com uma familiar da esposa, Abissa veio ao Brasil acompanhado da companheira e do filho do casal, de 10 anos. A família aproveitava o período de férias e havia passado o Natal e o Réveillon com parentes na Bahia.

  O crime aconteceu na noite de terça-feira, 20, no bairro de Brotas, quando Abissa saiu a pé para comprar pão em uma padaria da região. Ele foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento da ação, em que a vítima entra em luta corporal com os suspeitos e acaba sendo atingida por disparos. Os criminosos fugiram em seguida, sem levar os pertences.

  De acordo com a familiar, Abissa era alguém muito ligado à família e de comportamento tranquilo. Ela relatou ainda que, apesar de alertas sobre a violência na cidade, ele não acreditava que a situação pudesse chegar a esse nível.
   
  Agora, já imaginaram um turista baiano negro sendo assassinado em Abdijã, a principal cidade e capital financeira da Costa do Martins, que é maior do que Salvador e possui mais de 4 milhões de habaitantes?

  Iamussucro é a capital política e administrativa da Costa do Marfim desde 1983, embora a maior parte das funções administrativas continue sendo realizada na antiga capital, Abidjã, localizada na Laguna de Ébrié, junto ao golfo da Guiné, caracterizada por um alto nível de industrialização e urbanização e também um importante centro comercial e cultural regional da África Ocidental. 

  De acordo com o censo de 2014, sua população era de 4,7 milhões, o que representa 20% da população total do país, e isso também a torna a sexta cidade mais populosa da África, depois de Lagos, Cairo, Quinxassa, Dar es Salaam e Joanesburgo. É também uma das cidades de língua francesa mais populosas da África.

  Acordemos pois para a realidade baiana (TF)