Política

LÍDER DO PT NA ASSEMBLEIA DEFENDE SOLLA E A POLÍTICA DE SAÚDE GOVERNO

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| 05/05/2011 às 15:26

A repercussão desproporcional aos fatos concretos relacionados às manifestações de setores isolados na área de saúde preocupa o líder do PT, deputado estadual Yulo Oiticica, que enxerga na paralisação incomum um ato de represália infértil contra o secretário de saúde Jorge Solla.

 

"O reajuste salarial de 200% ao longo desses quatro anos de gestão do companheiro Jorge Solla para a categoria no estado é a prova concreta do respeito que o governo confere aos profissionais médicos na Bahia", contextualiza Yulo antes de identificar o objetivo por de trás dessas manifestações: "De greve o PT conhece. E essa paralisação, definitivamente, não parece com uma greve", avalia o petista.

 

Conquistas da categoria - Dos 3.500 profissionais da rede estadual apenas 35 não atenderam a quem buscou serviços médicos. Segundo o secretário Jorge Solla, nenhum paciente deixou de ser atendido e nenhuma cirurgia deixou de ser realizada em função da tentativa de greve. "Isso mostra o reconhecimento da categoria aos ganhos já conquistados durante esta gestão", constata o secretário.

 

A remuneração inicial de um profissional médico no estado hoje é de R$ 3.441 para um plantão semanal de 24 horas. Em 2006, os médicos recebiam R$ 1.112 pela mesma carga horária. Yulo diz que não é segredo para ninguém as deficiências do SUS, assim como, o necessário avanço do atendimento na rede pública. "Tudo isso justifica uma greve. E de greve os petistas são bons. Mas, não é isso que vem sendo colocado publicamente, porque, os hospitais funcionam exatamente como funcionavam antes deste movimento. Não está nem melhor, nem pior", pontua Yulo.

 

Desafio de todos - O parlamentar destacou a importância do secretário Jorge Solla para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Para Yulo, o secretário de saúde baiano é uma referência nacional, além de ter sido o maior responsável pela extensão da rede pública de atendimento na Bahia. O líder petista ainda fez questão de dividir o "joio do trigo" que envolve as manifestações contra o secretário e enfatizou o empenho da categoria em torno do desafio maior que envolve todos esses profissionais médicos, que é a implantação plena do SUS no estado. "Não é um desafio qualquer, não é um desafio para poucos, nem para os ruins, mas, para os bons. Assim como Solla, a maioria dos profissionais de saúde estão focados na ultrapassagem dos obstáculos que precisam ser superados. É com a maioria que nós contamos", defende Yulo.

 

Plano de Cargos e Carreiras - Outra reivindicação do sindicato é relacionada ao Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento (PCCV). O secretário explica que o projeto, aprovado na Assembleia Legislativa, foi encaminhado, construído e assinado pela direção do Sindicato dos Médicos. "Todo processo do plano de carreira foi efetivado, com exceção da avaliação de desempenho porque a presidência do Sindmed não aceita que haja avaliação do desempenho dos funcionários", afirma.

 

O secretário lembra que eles "reivindicam o pagamento da gratificação máxima sem nenhuma avaliação, porém a lei exige que tenha esta avaliação. O nosso posicionamento é de realizar a avaliação porque não é justo um médico que não cumpre suas metas receber a mesma gratificação de outro que cumpre suas obrigações, suas jornadas de trabalho". De acordo com Solla, no dia 1ª de julho, a Sesab vai implantar a avaliação de desempenho em todos os hospitais do Estado.

 

Além dos ganhos salariais, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contratou 5.500 profissionais por meio de concurso público. Somente no concurso realizado em 2008, mais de 2.500 foram convocados, e destes 1.700 são médicos - somente esta semana foram contratados 805 profissionais concursados.

 

Hoje a Bahia dispõe de mais 1.200 leitos hospitalares criados nos últimos quatros anos. Também foram inaugurados cinco novos hospitais - o do Subúrbio (Salvador), o da Criança (Feira de Santana), o Geral do Oeste (Barreiras), o Regional de Castro Alves (Santo Antônio de Jesus) e o Regional de Juazeiro.

 

Recuperação de unidades - Segundo Solla, toda rede de saúde do estado passou por reformas e foi ampliada, com recuperação das instalações físicas e de equipamentos. Somente o Hospital Geral do Estado (HGE) teve as enfermarias reformadas, substituídos o mobiliário hospitalar e os elevadores, recuperada a UTI, além de receber novos equipamentos.

 

"Aumentamos em 80% a quantidade de leitos nas UTIs, ampliamos a rede básica e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Também investimos na valorização dos profissionais por meio de cursos de qualificação. Foram oferecidas mais de três mil vagas em cursos de especialização aos trabalhadores da rede pública. Esses investimentos fizeram parte de pautas anteriores do sindicato e todas foram cumpridas pelo governo", afirmou o secretário.