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Luiz Caetano comemora vitória na eleição UPB e traça destino entidade
Foto: Agnaldo Silva
Em entrevista ao BJÁ, o novo presidente da UPB, Luiz Caetano, prefeito de Camaçari, disse neste final da tarde de quinta-feira, 27, que pretende construir um novo municipalismo na Bahia diferenciado do movimento que elegeu Antonio Lomanto Jr, governador da Bahia, em 1962, dentro da nova ordem e lógica da vida política atual. Perguntado se isso representava o início de uma caminhada ao governo da Bahia, em 2014, Caetano silecionou.
Mas, segundo seu assessor de imprensa, jornalista Roganciano Medeiros, Caetano está na fila. "Não é um político de brigar a qualquer preço. Mas, está construindo seu espaço e conversando com todos", admite o assessor observando que a presidência da UPB dará uma nova visiblidade ao prefeito.
Caetano não fala em pré-campanha 2014. Foca sua conversa com BJÁ na necessidade de formatar uma agenda positiva para a entidade, consolidar a instituição e modernizá-la para atender os desafios impostos aos municípios.
"Com Lula na presidência o poder local ficou mais forte. Temos que trabalhar um novo municipalismo com base em consórcios, associações, análises espaciais territoriais, num conjunto de proposições adequadas à realidade atual", comenta Caetano situando que existem novos fatores, desde o uso da internet a uma reforma tributária que moldam os dias atuais.
Para Caetano, a proposta da presidenta Dilma em erradicar a pobreza no Brasil se encaixa dentro desse novo municipalismo, com nova distribuiição do ICMS, divisão de royalties do pré-sal considerado o IDH dos municípios e o direcionamento do PAC para as áreas mais necessitadas.
PRESIDENTE QUE SAI
O presidente que deixa a UPB, Roberto Maia, prefeito de Bom Jesus da Lapa, disse ao BJÁ que Caetano receberá a entidade organizada, enxuta (tinha 83 servidores e agora tem 64) e com caixa de R$73 mil reais, além de todas os seus compromissos equacionados.
Roberto entende que a maior missão de Caetano é manter a UPB independente, iteragindo com os governo do Estado e Federal, mas, sem submissão. "Hoje, como a situação se encontra, os prefeitos ainda assumindo encargos do governo do Estado é impossível um presidente da UPB não bater de frente com o governante", frisa.