vide
Prefeita Jailma Dantas, de Banzaê, vota, o out-door de Caetano e a cúpula da UPB
Foto: BJÁ
Falar de sucessão estadual (2014) a essa altura do campeonato quando o jogo sequer começou é uma temeridade. A eleição do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT) a presidência da UPB - União dos Municípios da Bahia - traz o assunto à luz dos debates, sobretudo porque embora sua candidatura tivesse sido única, praticamente por aclamação, fez uma campanha digna de pré-candidato a governador da Bahia.
Natural que assim seja, pois, quem fica parado é poste. E, na política, se o camarada não criar as condições, não for à luta com desejo próprio, determinação, não leva. Um caso como o de Dilma, ungida pelos santos óleos de Lula, é tão raro no âmbito do PT, que dificilmente se repetirá.
Foi-se o tempo, aqui na Bahia, que ACM dizia: - O governador vai ser fulano. E, de fato, acontecia. Em 2004, quando seu poder já era menor, impôs a candidatura de César Borges a prefeito de Salvador e levou ferro. Em 2006, com menos poder ainda e sem entender as mudanças que estavam ocorrendo no país, perdeu com Souto o governo do Estado.
Hoje, no plano do poder político, Wagner se assemelha com ACM. Está poderossíssimo. Mas, seu método é outro. Deixa o debate exaurir até o final, ainda que possa estar apoiando alguém, como aconteceu com Walter Pinheiro, em 2008, para prefeito de Salvador, derrotando Pelegrino nas prévias; e agora com a reeleição de Marcelo Nilo em sua terceira condução à presidência da Casa.
Há de se dizer que seja um político de partido. Mas, Lula também era e indicou Dilma contra tudo e todos, internamente, e a elegeu.
O certo é que, no âmbito do PT a fila é enorme de pré-candidatos a governador. E, quem tem chances como teve agora Caetano, colocando out-doors em toda Bahia e viajando o estado de ponta-a-ponta ainda que candidato único a presidência da UPB, uma vez que o nome do prefeito de Maracás, também PT, foi detonado internamente no partido, é salutar colocar o nome na rua. Difundir, se tornar conhecido.
A UPB, em tese, é uma instituição suprapartidária. Dificilmente, no entanto, um indicado pelo governador perde a eleição. Aconteceu com Wagner, em 2008, porque foi um momento atípico na mudança estrutural da política baiana, o PMDB tinha eleito mais de 130 prefeitos e o DEM mais de 60, Geddel era forte na estrutura governamental, daí elegeu-se Roberto Maia (PMDB).
Agora, os tempos são outros. Wagner venceu uma eleição para segunda mandato disparado, esmagou os adversários, e não existiu clima sequer para o lançamento de uma chapa de oposição contra Caetano. Poderia acontecer internamente, porém, o PT desaconselhou. As nuvens são favoráveis, integralmente, ao PT.
Então, se as nuvens estão favoráveis, os ventos sopram em direção a Ondina, Caetano começa a criar as condições para candidatar-se a governador. Pode até acontecer de não ser o preferencial do partido e do governador. Mas, como dizem os velhos vaqueiros da política, quando o cavalo passa selado salte em cima.
E é isso que Caetano está fazendo, esquipando. Os desafios são enomres. Se vai se manter no cavalo até o final ou levar uma upa só o tempo dirar.