Política

ASSESSOR DE IMPRENSA DE CAMAÇARI REBATE MATÉRIA DE A TARDE

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| 26/01/2011 às 19:06
 

A matéria publicada na edição de hoje (26/01) do jornal A Tarde, sob o título "Contrato de empresa vira polêmica em Camaçari", contém erros graves que poderiam ser tranquilamente evitados se houvesse uma apuração responsável, como manda o bom jornalismo, principalmente quando se trata de assunto que afeta a reputação de pessoas de bem.


Logo na primeira linha da matéria, o primeiro erro grosseiro ao afirmar se tratar de ação civil pública, que neste caso seria movida pelo Ministério Público. Na verdade, trata-se de uma ação popular, ajuizada em 12 de agosto de 2009, por um cidadão, Mário Silva Pereira, que pedia a suspensão do contrato com uma construtora que presta serviço ao Município, sob a alegação de estar "superfaturado".

Pois bem, na ação popular, o nome da construtora citado foi grafado como sendo Santa Cruz Construções e Empreendimentos Ltda, quando na verdade a empreiteira que presta serviço à Prefeitura de Camaçari e cujo contrato o cidadão queria que fosse suspenso é a Santa Cruz Engenharia Ltda, com sede em Camaçari.


Acontece que, ao errar o nome da empresa no processo, o autor da ação acabou por apontar uma construtora que realmente existe, a Santa Cruz Construções e Empreendimentos Ltda, com sede em Cruz das Almas. Portanto, normal que o dono da construtora homônima, de Cruz das Almas, negasse que não tivesse prestado qualquer serviço em Camaçari, como realmente não prestou.


O outro absurdo na matéria é quando fala do superfaturamento. Não é em vão que a juíza da 1ª Vara das Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais da Comarca de Camaçari, Júnia Ribeiro Dias Borges, tivesse, em 19 de agosto de 2009, negado liminar ao pedido de suspensão do contrato. Afinal, o contrato com a Santa Cruz Engenharia Ltda tem prazo de cinco anos, com valor anual de R$ 1.754.000,00, com renovação automática. Decorridos quase três anos em vigor do contrato, normal que o pagamento acumulado chegasse a mais de R$ 5 milhões.


Tem mais, o autor da ação popular, Mário Silva Pereira, é conhecido no Município pela ligação com a oposição, que estava insatisfeita por mais uma derrota acachapante nas urnas, na eleição municipal de 2008, e pretendia apenas gerar factóide.

Quer dizer, o Mário Silva cumpriu o papel de oposição. O lamentável é um veículo de comunicação reproduzir fato de natureza grave sem o cuidado da investigação.



Jornalista responsável: Rogaciano Medeiros - reg. MTE 879 STE-BA