Política

VÂNIA GALVÃO DIZ QUE MÁ GESTÃO MUNICIPAL AFETA O COTIDIANO DE SALVADOR

Veja
| 11/01/2011 às 11:52

A situação do prefeito João Henrique não é das melhores. Suas contas, relativas ao exercício 2009, foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), o que pode deixar o atual prefeito, João Henrique, inelegível por oito anos, se o vereadores mantiverem a reprovação. Próximo a virada do ano, ele anunciou aumento de passagem de R$2,30 para R$2,50, revoltando estudantes e população que precisa do transporte coletivo para se locomover. Outra categoria que vem reagindo ao descaso de JH é a dos médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que ameaçam entrar com afastamento coletivo, por conta de atrasos no pagamento e precariedade nas condições de trabalho.
Para a vereadora Vânia Galvão, líder do PT na Câmara Municipal de Salvador, a prefeitura vive uma crise e essa situação é vista passivamente pelo gestor municipal, "são problemas em cima de problemas, e não estamos tendo respostas em relação as situações que estão sendo levantadas. A população precisa de respostas e ações urgentes, e o que encontra é o silêncio do prefeito", afirma a vereadora.


Na última semana foi notória a falta de sustentação política de João Henrique ao anunciar demissão em massa de seu secretariado. Outros pontos, ainda não esclarecidos pela prefeitura, estão relacionados as barracas do Imbuí, aos ferroviários que paralisaram as atividades e as contínuas desapropriações de áreas históricas da cidade para construção de empreendimentos de luxo sem a devida fiscalização e com consentimento do prefeito.


"O problema de Salvador é de má gestão. Temos uma cidade de importante potencial turístico sendo manchete em jornais pelo descaso dos seus locais históricos. Precisamos cuidar da cidade, da nossa população, e isso não está sendo feito. É inadmissível também, a omissão do prefeito face a tantas manifestações de categorias de trabalhadores reivindicando seus direitos, dos estudantes e da população como um todo que transita por ruas esburacadas, passeios sem calçamento e pela insegurança nas praias da capital da baiana. João Henrique precisa prestar contas à população", declara a vereadora Vânia Galvão.


O não funcionamento de nove dos 22 abrigos registrados no Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), é outro problema que chega a conhecimento público. Os atrasos nos repasses de verbas já se arrastam desde 2002, mesmo com a assinatura de Termos de Ajustamento de Conduta, que são reiteradamente descumpridos. Em novembro de 2010, o mandato Vânia Galvão participou de uma audiência pública onde se discutiu o repasse de verbas para as escolas comunitárias . Na época, a reunião foi realizada justamente para isso: cobrar o pagamento de nove meses de repasse de verba, destinada a manutenção das escolas.