"Pode gritar, que essa bandeira é nossa! Agitem essa bandeira! Daqui do palco eu sinto a energia, uma energia que só é possível através do amor. Lá vem ele, caminhando como sempre, é uma imagem fantástica: Geraaaaaaaldo!".
O Geraldo que tantas vogais mereceu não é cantor, jogador de futebol nem piloto prestes a cruzar a linha de chegada. É como Alckmin, que neste sábado (1) tomou posse como governador de São Paulo, foi apresentado pelo mestre de cerimônias da solenidade. Que de solene teve pouco, pelo menos enquanto Panão, como é conhecido o MC, empunhava o microfone.
Foto: Futura Press Deusa e Lu durante a solenidade de transição de cargos do governo de SP
A cerimônia de transmissão de cargo de governador e vice é, obviamente, uma solenidade oficial, e organizada de acordo: acontece no Palácio dos Bandeirantes, reúne autoridades do mais alto escalão, tem hino cantado por Agnaldo Rayol e tocado por fanfarra em traje de gala, nem tapete vermelho falta. A intenção é agradar, mas manter a pose não é fácil.
Que o diga o entusiasmado MC Panão, que também só queria agradar quando apresentou "o sempre governador José Serra".
Quem recebeu muitos agrados foi Deuzeni Goldman, mais conhecida como Deusa, primeira-dama paulista nos últimos nove meses. Foi dirigido a ela o primeiro agradecimento nos discursos do dia, e foi ela quem recebeu o maior número de "obrigados". Só no discurso do marido, o agora ex-governador Alberto Goldman, foram três, em momentos e por motivos diversos.
Deusa não se destacou apenas no rol dos agradecimentos. Enquanto as demais mulheres no palco usavam roupas brancas e discretas, ela se destacava com um vestido azul turquesa. Não apenas pela cor, mas muito também pelo modelo, já que a peça era um ousado vestido bandage - que ganhou o nome em inglês exatamente por ser tão justo que se assemelha a ataduras. Na hora em que Deusa entregou um ramalhete de flores para Lu Alckmin, houve quem assobiasse na plateia. Mais um que quis agradar e acabou perdendo a pose.