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A violência que atinge a população que vive em territórios disputados por quadrilhas de traficantes de drogas foi o tema dominante da Audiência Pública "Com a Palavra a Comunidade: Os Significados da Violência e da Violação de Direitos na percepção de Mulheres e Jovens negros de Comunidade Populares da Cidade de Salvador-Ba". O evento, realizado na tarde desta sexta-feira, no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador, foi promovido conjuntamente pelo gabinete do vereador Gilmar Santiago e pelo Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa).
Durante a Audiência foram apresentados para a platéia, formada por moradores dos bairros onde foi realizada a pesquisa, dois produtos que sintetizam a problemática da violência urbana: Relatório/Diagnóstico contendo a síntese dos resultados da pesquisa; e um vídeo documentário de 18 min com depoimentos de pais e mães de santo e jovens moradores das comunidades pesquisadas. Os nomes dos bairros não foram divulgados como medida de segurança. Nos três locais, os moradores referem-se a problemas comuns: baixa presença de serviços públicos essenciais, como educação e saúde; inexistência de áreas de lazer e saneamento básico; e violência praticada por traficantes e por policiais.
"O diagnóstico apresentado é representativo dos problemas da maioria dos bairros pobres de Salvador, cuja população é vítima do racismo e das desigualdades sociais. Estado e sociedade devem se juntar para enfrentar o problema, que só faz crescer", comentou o vereador Gilmar Santiago.
A mesa que conduziu a Audiência Pública, presidida pelo vereador petista, foi formada pelo deputado estadual Yulo Oiticica, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa; por Harley Henriques e Rosa Marinho, coordenadores do Gapa; Mônica Coutinh, responsável pela pesquisa; a yalorixá Mãe Rose; representantes das comunidades; e Simone Direto, da agencia de fomento canadense.