Muitas familias já estão acampadas nos circuitos do Carnaval e só retornam para suas casas e bairros dia 17 de fevereiro
Tasso Franco , da redação em Salvador |
06/02/2026 às 18:40
A vida dura dos informais; muitos estão acampados na Barra
Foto: BJÁ
Milhares de trabalhadores informais já estão acampados nas ruas dos circuitos do Carnaval de Salvador em busca de garantir seus espaços para a venda de bebidas alcoólicas e refrigerantes, petiscos variados e doces durante o reinado de Momo. É uma luta dura, dolorosa, cansativa e eles próprios dizem que é uma "guerra" porque quando não há a ocupação espacial dos lugares alguém ocupa. E, depois de ocupado, credenciado ou não, ninguém tira.
Os informais - familias de baixa renda também chamados de ambulantes ou camelôs, obedecem as normas estabelecidas pela Prefeitura e pelo monopólo dos fornecedores de bebidas e comidas do Carnaval, mas, têm códigos próprios que somente eles sabem e praticam. A colaboração entre eles é tênue, às vezes acontece de forma mais efetiva e até afetiva, mas nem sempre isso ocorre porque disputam entre si os consumidores.
A técnica mais utilizada para conquistar um consumidor no meio de uma multidão é o "grito" como a utilizada pelos propagandistas de lojas da Avenida Sete. "É preciso oferecer a mercadoria, gritando, gesticulando, batendo latinhas vazias, etc, para que as pessoas chegue e comprem", diz a vendedora C.A.P. residente em Castelo Branco, no momento acampada na Barra.
Normalmente, um ambulante credenciado fixo tem um jovem ou grupo de jovens, informais, que utilizam isopores pequenos nas cabeças e saem pelo meio dos foliões vendendo seus produtos. Essa é uma técnica complementar que dpa bons resultados.