Com A TARDE
Da Redação , Salvador |
04/08/2026 às 08:41
Claudia Félix executada a tiros
Foto: REP
Dois homens, entre eles um policial militar da ativa e um monitor de ressocialização, foram presos nesta segunda-feira, 3, suspeitos de participação no assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos. As prisões ocorreram durante a Operação Vendetta, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. O crime aconteceu no dia 25 de julho, no município de Itororó.
Segundo a Polícia Civil, a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. Na ocasião do homicídio, homens armados invadiram a residência da advogada e efetuaram diversos disparos contra a vítima.
O primeiro preso foi um homem de 27 anos, localizado na saída do Conjunto Penal de Lauro de Freitas, onde trabalha como monitor de ressocialização terceirizado. Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam com ele uma pistola calibre .38 TCP, dois carregadores e 23 munições.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao investigado, em Dias d'Ávila. Nos imóveis, foram encontrados:
Todo o material apreendido será submetido à perícia e passará a integrar o conjunto probatório da investigação.
Ainda durante a operação, foi cumprido o mandado de prisão temporária contra um segundo investigado por participação na execução do crime.
Apurações indicam monitoramento prévio da vítima
Conforme as investigações, os dois investigados presos, juntamente com outro homem, de 39 anos, e um quarto indivíduo, ainda não identificado, deixaram o município de Dias d'Ávila na noite de 24 de julho com destino a Itororó.
Na madrugada do dia seguinte, o grupo dirigiu-se à residência da vítima, onde, segundo as investigações, o homicídio foi praticado. As investigações também indicam que, nos dias 20 e 21 de julho, os investigados já haviam realizado deslocamentos ao município para monitorar a rotina da advogada.
Motivação do crime
A motivação do crime, segundo as investigações, estaria relacionada a uma dívida que um sobrinho da vítima teria contraído com um homem de 20 anos, residente em Camaçari. As apurações indicam que ele teria atuado como mandante do crime.