Crise no STF: Corte tem 4 votos a 3 para manter separadas situações de Moraes e Mendonça; Dino pede vista
Tasso Franco , Salvador |
15/09/2026 às 18:56
Sessão de hoje
Foto: Rosinei Coutinho
A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15), a primeira sobre crise Master que atinge a Corte, terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.
Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.
O que é pedir vista no STF? Entenda como funciona a regra na Corte
Flávio Dino pediu vista em julgamento que apura abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes
O ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal (STF) pediu vista na sessão extraordinária nesta terça-feira, 15, que analisa a abertura de um inquérito para apurar a relação do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro.
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O pedido de vista no Supremo Tribunal Federal é o instrumento regimental que permite a um magistrado interromper a votação de um processo para analisar os autos com maior profundidade.
A solicitação pode ocorrer tanto em sessões presenciais quanto no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal. O pedido paralisa a deliberação do colegiado, mas não derruba medidas cautelares ou liminares já deferidas anteriormente, que permanecem em vigor durante o período de sobrestamento.
Os ministros têm até 90 dias para analisar o caso antes que os autos sejam liberados automaticamente para os demais integrantes da Corte.
A regra de liberação compulsória foi estabelecida pela Emenda Regimental 58/2022. No texto regimental anterior, a previsão de retorno era de 30 dias, mas a norma não previa mecanismos automáticos de destravamento em caso de descumprimento do calendário.
Como ocorre a retomada da votação?
Após a liberação dos autos pelo ministro vistor, cabe à presidência da Corte pautar novamente a matéria para inclusão na sessão de julgamento.
Durante a sessão retomada, os ministros que ainda não votaram apresentam seus posicionamentos, enquanto os magistrados que anteciparam manifestações antes da interrupção mantêm os registros de seus votos válidos.
O que prevê a proposta em discussão no Legislativo?
O Senado Federal discute uma proposta de emenda à Constituição para estabelecer que as concessões de vista ocorram de forma coletiva a todo o tribunal, com limite de seis meses.
A matéria de autoria do senador Oriovisto Guimarães prevê ainda uma extensão única de três meses adicionais caso surja divergência formal entre os votos proferidos pelos julgadores.