Cultura

DOM FRANQUITO VOLTA À BAIANIDADE SABOREIA O CARURU DE COSMINHO NO SESC

É um dos melhores carurus da cidae do Salvador no centro histórico
Tasso Franco , da redação em Salvador | 27/09/2026 às 19:47
Dom Franquito no Restaurante SESC Pelô
Foto: OG
   Cmo devoto de São Jorge que é o santo guerreiro das matas de uma flecha só, única e certeira, e admirador de Cosme & Damião pelo folclore da iguaria servida a Cosminho, hoje, dia desses ibejes fui ao Restaurante SESC Pelourinho que serve um dos melhores carurus da cidade Salvador. Há quem diga que é o melhor e eu sou um deles. O SESC é uma escola de gastronomia e a comida servida no seu restaurante do Pelô é de tirar a gorra.
 
   O que apreciei por lá junto a madame Bião de Jesus nesta tarde de domingo de ensaios do Olodum e do Filhos de Gndhy estava delicioso e o atendimento que nos deu o garçom Nelson foi fora de série. De presente dei um livro sobre a Avenida Sete para ele.

     O Dia de São Cosme e São Damião é celebrado oficialmente em 26 de setembro pela Igreja Católica e em 27 de setembro pelas religiões de matriz afro-brasileira, como a Umbanda e o Candomblé. Em Salvador temos mais terreiros de candomblé do que de umbanda.

   A data litúrgica da Igreja Católica lembra os irmãos gêmeos que eram médicos e atendiam os doentes sem cobrar nada.Data popularmente consagrada no Brasil, marcada pelo sincretismo com os Orixás Ibejis e festejada com a famosa distribuição de doces e caruru (especialmente na Bahia).

   O costume de repartir guloseimas com as crianças surgiu como pagamento de promessas e símbolo de alegria, pureza e partilha. Em Salvador, desde ontem, crianças ficam nas ruas pedindo doces - especialmente bombons que na cidade de Salvador são tambám chamadas de balas.

  O caruru tradicional é feito à base de quiabo picado, cozido com temperos marcantes e finalizado com azeite de dendê. O quiabo é ingrediente base, que deve ser cortado bem miúdo. O azeite de dendê dá a cor amarela dourada e o sabor característico. O camarão seco deve ser batido no liquidificador e também usado inteiro para decorar e dar sabor. Castanha de caju e amendoim: torrados e moídos, servem para engrossar o caldo e trazer crocância.

 O certo é quen o caruru do SESC é fantástico e fiz meu prato com vatapá, arroz sol, feijão, farofa de dendêe galinha cozida. Não encontrei banana frita, pois, quando chegei ao restaurante já tinha acabado. Paciência. Nem tudo é perfeito.

  A etimologia da palavra caruru é um caso fascinante de encontro cultural, existindo duas correntes principais sobre a sua verdadeira origem que se fundiram na história do Brasil.

   A hipótese Indígena (Tupi) para muitos linguistas (incluindo o historiador Luís da Câmara Cascudo), a palavra vem do tupi caa-rurú (ou caá-riru), que significa literalmente "erva que infla", "erva inchada" ou "planta de comer". Antes de designar o famoso prato de quiabo, "caruru" era o nome que os indígenas davam a várias folhas comestíveis e nativas das Américas (como o bredo e o amarante). Eles preparavam um cozido com essas ervas muito antes da chegada dos colonizadores.2

   A Hipótese Africana (Quimbundo) Há evidências ligam o termo ao vocábulo kalalu (ou karuru), oriundo das línguas bantas africanas (como o quimbundo).Na África, o termo descrevia um cozido de vegetais e folhagens. Essa mesma raiz originou o callaloo, um prato caribenho extremamente parecido com o nosso caruru. Quando os africanos escravizados chegaram ao Brasil, eles adaptaram essa receita ancestral, inserindo o quiabo e o azeite de dendê.

  O Caruru de Cosminho tem muita história, muitos preceiTos, muitos batuquês e muita conversa fiada de grupoS que dizem cortar 10 mil quiabos quanto cortam 1 mil quiabos.

   O importante, no caruru, é o sabor e o do SESC é marvilhoso. O destaque no caruru são os 4 ingredientes que considero básicos e de sustentação: o caruru (o quiabo, o segredo está no camarão seco e na castanha de caju), o vatapá (tem que ser massudo) , a galinha cozida (dissolvendo na boca) e a farofa de dendê um pouco grossa. O mais são complementos e a pimenta quando bem feita ajuda a temperar.

  De resto, no SENAC tem uma estante de docinhos, quidins e cocadinhas que faz lembrar o mesmtre Vivaldo Costa Lima e o candoblecista Waldeloir Rego, ambos apreciadores de caruru e estudiosos da cultura baiana.

   Em tempo, a madame Bião de Jesus que experimentou uma semana de saladinhas e grelhados suou as vestes no salão do SESC e o local é vem ventilado.
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Restaurante SESC
Largo do Pelourinho, Salvador
Funciona das 11 às 15h30min
Só serve almoço
Restauante escola
Bufet R$109,00
Bebidas por fora
Docinhos por dentro
Classificação 4 DONS