Cada cidade tem seu folclore, seu dizer popular e isso representa a cultura de um povo que luta, trabalha, abomina políticos de quaisquer partidos, compra seu pão na padaria à vista sem usar pix e outras traquinagens e vai levando a vida como diz o Zeca Pagodinho, deixando me levar.
E tem uma turma, em Serrinha, terra do lobisomem mais famoso da Bahia e da vaquejada mais poderosa do Brasil que, diariamente, senta no pau para apreciar as geladas seja lá de que marca for, desde que cu de foca.
O tronco conhecido pela galera dos bairros da Bomba e Centro como “Pau Doce” fica localizado na Rua Barão de Cotegipe, em frente a marcenaria de Benedito, hoje, administrada por seu filho João Galinha, personagem do meu livro “O Homem Verde do Ginásio” marceneiro que fez a maior mesa que já se ouviu dizer e mediu na face da terra, está no Guiness, o livro dos recordes, para esperar o retorno de Jesus Cristo e certa ocasião foi colocada na praça Luís Nogueira, mas, o camarada não apareceu.
Agora tem um site de apostas cravando que JC vem este ano e 4% dos apostadores já cravaram sim. Mas, voltando ao “Pau Doce” amigos de Galinha e da família Matos que é grande, todos os dias, sentam no pau. Uns de banda, outros de lado, mas o importante é acomodar o buzanfã, que, como se vê na foto, é grosso e duro.
Virou, claro, um folclore. O sujeito encontra outro no mercado ou até na missa da matriz de Sant’Anna e pergunta? : - Vai sentar no pau hoje. A resposta: - Hoje, não. Na sexta irei e levarei uns amendoins cozidos.
Assegura Jorge Matos, um dos organizadores do Bacalhau da Barão, “tem gente que quer sentar no pau todo dia”.
Daí, óbvio, a alcunha “Pau Doce”. Deve ser bom mesmo. (TF)