Vestígios de sangue foram encontrados na maçaneta da porta e dentro do Ford Ka do pai de Isabella, Alexandre Nardoni, por peritos do IC (Instituto de Criminalística) da Polícia Civil de São Paulo.
A perícia já havia encontrado anteriormente, no último sábado, sangue no corredor do apartamento, no lençol da cama do quarto e na tela de proteção cortada de onde a menina teria caído do sexto andar.
O novo material foi achado anteontem à noite após o delegado do caso, Calixto Calil Filho, do 9º DP, requisitar nova perícia no veículo que Nardoni e sua mulher, Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, utilizaram momentos antes da morte da menina.
Foi no Ka que Nardoni afirma ter levado a filha, a mulher e os dois filhos que tem com ela a Guarulhos no sábado. Depois, ele disse em seu depoimento que voltou a seu prédio, no Carandiru, zona norte, e estacionou o automóvel na garagem.
Todos os filhos, segundo ele, estavam dormindo. Em seguida, afirmou, ele subiu só com Isabella, deixou-a na cama do seu quarto e voltou à garagem, deixando a porta trancada. Quando subiu novamente, desta vez com a mulher e os dois filhos, afirmou não ter encontrado Isabella na cama. Do quarto dos filhos, disse ter visto a menina caída no jardim. O resgate a achou com parada cardiorrespiratória. De acordo com Nardoni, alguém a atirou da janela.