Para Ariane Carla, a legitimidade da construção deve ser discutida, mesmo se houver amparo legal. Segundo ela, o impacto no fluxo viário seria um dentre os muitos problemas previsíveis. Entende que "todas as viabilidades têm que ser discutidas na construção de um empreendimento desta natureza".
Contra a construção também se posicionou o vereador Jorge Jambeiro, que pediu uma melhor utilização da área em discussão. Sugeriu que uma praça arborizada, com parque, seria ideal para o local e "agradaria a toda cidade".
O QUE MUDA?
A idéia da direção do Bahiano, segundo o diretor jurídico Edgar Silva Neto, é construir um novo equipamento para a cidade, tendo, inclusive, espaço esportivo e cultural. Segundo Edgar, o projeto ainda não foi aprovado, havendo no momento a proposta do Consórcio OAS Gafisa, que pretende comprar um terreno do Clube numa área já edificada. "O tráfego irá melhorar, ao contrário do que se pensa", destacou Edgar.
Disse ainda que o Clube Bahiano não pode ter o mesmo destino do Clube Português, que não mais existe por causa das dívidas impagáveis, e que uma das propostas para manter o clube vivo é ceder o seu espaço para a comunidade poder usufruir dos equipamentos. "Por estar inadimplente com a prefeitura, não é possível concretizar esta parceria", observou, acrescentando que "o Bahiano recebeu uma proposta para vender uma área de 5 mil metros quadrados, de um total de 27 mil metros".
A moradora Elza Duran, há 38 anos no bairro, disse ser contra o empreendimento. Segundo ela, o trânsito ficará intransitável. Informou ainda que o Ministério Público, por meio da promotora do Meio Ambiente Cristina Seixas, encaminhou ofício à Sucom pedindo esclarecimento sobre a obra. Quem também se posicionou contra a construção do empreendimento foi Lourdes Jatobá, moradora da Rua 8 de Dezembro. Vários moradores do bairro participaram do debate, a maioria se posicionando contra a construção do empreendimento.
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