Os rodoviários condenam também a atitude dos empresários
Rodoviários dizem que se não houver segurança nos bairros o Carnaval fica sem ônibus (Foto:G)
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Os rodoviários ameaçam paralisar as suas atividades no Carnaval de Salvador caso não sejam inseridos nas discussões sobre a festa e não haja policiamento nos bairros da cidade. A informação foi repassada nesta manhã de quarta-feira, 12, pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Manoel Machado, em entrevista ao programa Ligação Direta, da Rádio Nova Salvador FM.
Machado anunciou, ainda, que o movimento paredista vai continuar em outros pontos de Salvador, à exemplo do que já aconteceu na Estação da Lapa e no Comércio, como novo movimento na quinta-feira, 13, na Estação de Pirajá, a partir das 18h. Os motoristas estão sendo orientados a levarem os veículos diretamente às garagens a partir desta hora.
Segundo Machado, a questão da falta de segurança pública na cidade, até agora sem uma solução, sem um encaminhamento que atenda aos motoristas, está aliada a situação de ferro e fogo praticado pelos empresários que continuam perseguindo os cobradores e cobrando deles a responsabilidade pelos assaltos. "Quem paga os assaltos são os cobradores", atestou.
O presidente do Sindicato considerou ainda que é inconcebível que uma cidade com quase 3 milhões de habitantes tenha apenas uma delegacia de Polícia especializada em queixas contra assaltos à ônibus e furtos de veículos, na Baixa do Fiscal, Cidade Baixa, o que dificulta as prestações das queixas.
Ainda de acordo com Machado, é praticamente impossível um ônibus ser assaltado em Itapuã ou na Paralela, como acontece frequentemente, e o motorista se desloque até a Baixa do Fiscal para prestar uma queixa, conduzindo testemunhas dentro do ônibus. "Parece até que o governo quer mascarar o número de assaltos com uma situação dessa natureza", frisou.
Para o presidente do Sindicato os empresários também precisam se conscientizar de que motorista é gente e não bicho. "Eles não permitem que os nosso colegas tomem café da manhã antes das 8h30min, e tratam os profissionais como se fossem escravos", comentou.