Deputado diz que o governo comemora um PIB de 3.1%, elogia o desempenho da economia do estado, mas, o reajuste até agora é zero. Nem foi enviado para a Assembleia.
Tasso Franco , da redação em Salvador |
13/03/2013 às 21:05
Deputado Gaban, na tribuna, diz que os sindicatos estão calados, mudos
Foto: BJÁ
O deputado Carlos Gaban (DEM) em pronunciamento na Assembleia Legislativa nesta tarde de quarta-feira, 13, estranhou que o ano de 2013 já está se aproximando do 4º mês, e até agora, o governo do Estado ainda não enviou a Casa o Projeto de Lei de reajustes dos servidores estaduais, cuja data pactuada conforme o Plano Salarial dos Servidores é janeiro. "Estranho mais ainda senhor presidente, senhoras e senhores deputados é o silêncio dos sindicatos dos trabalhos, da Federação, das Confederações", frisou procurando sabe onde estão escondidas essas lideranças.
Para Gaban há um peleguismo acentuado na Bahia mesmo com o governador "vindo a esta casa, em pronunciamento, elogiar o bom desempenho da economia do Estado". Segundo o próprio governo do Estado, através da SEI, o Produto Interno Bruto (PIB) baiano alcançou 3,1% enquanto o PIB Nacional evoluiu apenas 0,9%.
Infelizmente esse "bom momento econômico" não tem sensibilizado o governador. “Durante o ano de 2012 as despesas do estado com pessoal e encargos sociais alcançaram apenas R$ 14,5 bilhões, quase R$ 300 milhões abaixo dos valores previstos orçamentariamente, mostrando uma tendência de achatamento dos salários que se reflete diretamente no poder aquisitivo dos trabalhadores. Em 2012, os gastos empenhados com as referidas rubricas de pessoal e encargos sociais mereceram classificação de desempenho como "ótimo" pela ABOP (Associação brasileira de Orçamento Público), em clara demonstração de que o comprometimento orçamentário com a folha de pagamento de pessoal jamais alcançou valores proibitivos, como tenta nos fazer crer a equipe do governo”, completou.
Para Gaban, o reajuste do funcionalismo seria apenas uma questão de “boa vontade” do governador do Estado. “O impacto do reajustamento com base nos índices oficiais, por volta de seis pontos percentuais, impactaria nos cofres públicos em pouco mais de R$ 60 milhões/mês, valor este, facilmente absorvido pelo incremento de arrecadação, que em janeiro superou os R$ 300 milhões, em fevereiro superou em R$ 180 milhões e que, em março, espera um crescimento de R$ 250 milhões, revelando-se uma tendência real de crescimento na ordem de R$ 2 bilhões em 2013”, disse, ao cobrar uma solução para a pendência que atinge todos os servidores públicos, que ainda aguardam o anúncio do reajuste linear.