Política

PROJETO QUE LIMITA USO PLANSERV VIRA "PATINHO FEIO" NA CONVENÇÃO DEM

vide
| 20/08/2011 às 15:35
Presidente do DEM, José Carlos Aleluia, diz que o projeto é "morte súbita" do servidor
Foto: BJÁ

Empenhado em deunciar o que considerou "violência" contra os servidores públicos estaduais, o deputado Paulo Azi (DEM) aproveitou a Convenção Estadual do DEM realizada neste sábado, 20, em Salvador, para fazer consulta ao advogado do partido, Ademir Ismerin, sobre a legalidade do projeto do governo em tramitação na Assembléia Legislativa que instui mudanças no Planserv, limitando procedimentos médicos e reajustando valores da tabela do plano. Ismerin assegurou ao deputado AZI que o projeto é inconstitucional e se prontificou em elaborar parecer apontando as ilegalidades.

Durante a convenção, que reconduziu José Carlos Aleluia ao comando do partido no Estado, o projeto do Planserv foi alvo de críticas ostensivas. 

 Nesta segunda-feira, às 11 horas, o deputado Paulo Azi participa de um debate sobre a o assunto na rádio CBN, integrada à rede Bahia. Azi, que terá como interlocutor o líder da maioria na Assembléia, Zé Neto (PT), pretende mostrar que o projeto do Executivo é "nefasto" e que votá-lo sem ouvir as entidades representativas é um atentado contra o servidor público.

MPRTE SÚBITA

"Projeto Morte Súbita do Servidor Público". Assim o presidente estadual do Democratas, José Carlos Aleluia batizou a proposta do governador Jaques Wagner de reduzir o uso dos serviços médicos e aumentar o valor das mensalidades do Planserv.  

"O funcionário público, pela vontade de Wagner, só pode agora ficar doente seis vezes ao ano. Esse é o presente para o servidor, porque os sindicatos e as associações estão no bolso do governo, como também a maioria da Assembléia, onde esse execrável projeto tramita em regime de urgência", disse o líder oposicionista em discurso na Convenção do Democratas, na manhã deste sábado.

O repúdio à proposta do governador Jaques Wagner foi geral entre os presentes à Convenção. O deputado estadual Tom Araújo (DEM) prometeu combater a medida de todas as maneiras. "Se não conseguirmos derrubar essa excrescência na Assembléia, apelaremos à Justiça", afirmou.


O deputado federal ACM Neto (DEM) pretende acionar os órgãos  federais de fiscalização, como a Agência Nacional de Saúde (ANS), contra a pretensão governamental. O deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) também condenou a arbitrária medida e prometeu levar o absurdo às instâncias judiciais, caso seja efetivada a redução dos serviços médicos e aumento das mensalidades do Planserv. "Vamos defender os direitos dos servidores", disse.