Na sessão da última quarta-feira (06/07), no Plenário Cosme de Farias, a vereadora Olívia Santana solicitou "questão de ordem" para se manifestar em defesa dos agentes de combates a endemias, que lotavam o salão da Câmara dos Vereadores. Entre as reivindicações, a categoria reclama da falta de resposta da prefeitura para o pedido de reajuste nos vencimentos, em 66% - de R$ 510 para R$ 850. Em seu discurso, Olívia explicou que os agentes atualmente estão ganhando abaixo do piso salarial, e que no mínimo já deveriam ter o salário reajustado para R$ 540,00, desde janeiro. "É direito deles, nenhuma instância judicial vai declarar ilegal essa greve".
Antes de encerrar a sua fala, a parlamentar pediu um maior empenho dos vereadores presentes, para uma rápida solução da questão. "É um absurdo que os agentes estejam 30 dias parados. Quinta, o quadro tende a se agravar ainda mais com o início da greve dos servidores municiais, o que significa que nós estamos numa situação de caos na cidade do Salvador, no que diz respeito à gestão pública e a incapacidade de negociação do Palácio Tomé de Souza com seus trabalhadores", declarou a edil, que ressaltou ainda a necessidade de um empenho da Câmara, para manter-se, enquanto instituição, enquanto mediadora dessa relação, abrindo o canal de negociação com o Legislativo. "Com certeza vocês podem contar com a bancada da oposição", prometeu Olívia, dirigindo-se aos manifestantes.
Educação: descentralização de recursos
Em um segundo momento, a vereadora Olívia solicitou novamente o direito de manifestar a sua indignação em relação à situação caótica da educação em Salvador, pedindo providências enérgicas. Segundo Olívia, o secretário de Educação fez uma dispensa de licitação de R$ 320 mil reais, contratando uma empresa de contabilidade para cuidar das contas do Fundo Municipal de Educação.
"Como é que pode um absurdo desses, minha gente? Esse começo da descentralização dos recursos da educação, que agora saem da Fazenda e vão para as mãos do secretário João Carlos Bacelar, já começou errado, pois descentralizou sem capacidade de gerir. Não é possível as escolas estarem nessa situação, e o secretário insista em fazer dispensa de licitação. Queremos os CMEIs reabertos, temos o Fundeb, temos recursos, o que não existe é competência por parte da Prefeitura, para garantir educação de qualidade", concluiu a vereadora.