Política

ACM NETO DIZ QUE DERAM A LUZ SÉRGIO PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO: A PESCA

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| 10/06/2011 às 23:04
Idele Salvatti e Luiz Sérgio com troca de posições
Foto: FP

O líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), comentou nesta sexta-feira a troca de comando nos ministérios da Pesca e das Relações Institucionais, entre Luiz Sérgio e Ideli Salvatti. "É um prêmio de consolação. Ele foi fritado", afirmou, sobre o novo ministro da Pesca.

ACM Neto, porém, disse ser cedo para fazer uma avaliação da substituição do articulador político do governo. "Não quero antecipar uma análise sobre como a ministra Ideli Salvatti vai atuar na coordenação política do governo. Temos que esperar um pouco", disse, acrescentando que ela não poderá ter no cargo o mesmo estilo que tinha quando foi líder do PT e do governo no Senado - em seu mandato, Ideli construiu a imagem de parlamentar que sempre defendeu os interesses do governo e protagonizou duros embates com a oposição.


Já o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), considerou a articuladora uma política hábil e disse acreditar que ela terá êxito na nova missão. "A ministra Ideli é jeitosa e sabe encaminhar bem as questões políticas."


O deputado afirmou ainda que vai apoiar a colega de partido na Câmara. "Vou ajudar a ministra no que for possível. Sou um soldado do governo da presidenta Dilma Rousseff. O que a Ideli precisar, pode contar comigo". Em relação à saída de Luiz Sérgio da articulação política e sua ida para o Ministério da Pesca e Aquicultura, Vaccarezza disse que a bancada petista na Câmara está satisfeita e se sente bem representada por Luiz Sérgio na pasta.


A troca no comando dos ministérios nesta sexta-feira é reflexo da saída de Antonio Palocci da Casa Civil, na terça-feira. Ele não resistiu às acusações de enriquecimento ilícito com as atividades de sua empresa de consultoria e pediu demissão do cargo. Para o lugar dele, Dilma anunciou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que deverá ter uma gestão mais técnica. A articulação política, então, passou ao Ministério das Relações Institucionais, ocupado até então por um ministro considerado fraco nas relações com os parlamentares - Luiz Sérgio chegou a ser apelidado de "garçom" por só anotar pedidos.