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O deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) classificou como injustificável a recusa da presidente Dilma Rousseff em receber a advogada iraniana Shirin Ebadi, ganhadora do prêmio Nobel da Paz, alegando falta de agenda. Em discursos na tarde desta quinta-feira, 09, na Câmara, ele ressaltou que durante a campanha eleitoral, Dilma, reiteradas vezes afirmou o seu compromisso em defesa dos direitos humanos.
"Agora, eleita, de maneira inexplicável, a presidente se recusa receber Shirin Ebadi. Quem faz a agenda da presidente é a presidente", reclamou o parlamentar, lembrando que Dilma recebeu o vocalista da Banda U2, Bono Vox, no Palácio da Alvorada, quando ainda convalescia de uma séria pneumonia. Em março, recebeu a cantora colombiana Shakira, com direito a violão autografado.
"Agora ela diz que não tem 10 minutos para falar com a expressão máxima, símbolo internacional dos direitos humanos. Não entendemos", criticou.
Segundo ele, essa seria uma oportunidade ímpar para a presidente sinalizar para o mundo uma política diferenciada daquela defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se aproximou de figuras sem apreço pela democracia mundial.
O tucano apelou ao líder do governo na Casa, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), no sentido de sensibilizar a presidente a rever a sua posição. Shirin Ebadi pediu a um grupo de parlamentares, entre eles, Imbassahy, que transmitisse a Dilma Rousseff o seu apelo para que Brasil defenda os direitos humanos no Irã, na assembléia da Organização Nações Unidas, marcada para setembro.