Política

DEPUTADOS LEUR LOMANTO QUER A BAHIA SONTONIZADA COM HORÁRIO DE VERÃO

VIDE
| 08/06/2011 às 15:17
O deputado Leur Lomanto Jr. (PMDB) apresentou na Assembleia Legislativa hoje, um projeto de lei que institui a volta do horário de verão na Bahia. Conforme o peemedebista, muitos setores ligados a economia do Estado estão sendo prejudicados  com a diferença de uma hora para os lugares que participam da medida adotada todos os anos, durante a alta estação.

Atraso nas negociações cambiais para o comércio exterior, dificuldade nas transações bancárias que seguem o horário de Brasília, incompatibilidade de horários dos vôos do Aeroporto de Salvador com os das outras capitais, problemas nos sistemas de comunicação, redução do horário de negociação de ações na Bolsa de Valores de São Paulo são algumas das desvantagens apontadas pelo parlamentar, diante da não participação da Bahia na medida implementada pelo Ministério das Minas e Energia, governo federal.


O adiantamento, em geral de uma hora no fuso horário oficial local tem sido uma reivindicação de todas as entidades de classe da Bahia, que ano passado levaram ao governador Jaques Wagner (PT) um documento justificando a adoção da medida.

"Desvincular o horário da Bahia do centro econômico do país traz transtornos as empresas e reduz a capacidade de crescimento do Estado. Ficar de fora dessa medida prejudica não só dezenas de empresas baianas, mas também os centros de distribuição de produtos aqui localizados", explica Leur Jr.


Embora à manutenção da Bahia no horário normal seja uma atitude de "solidariedade geográfica" com os demais estados do Nordeste, segundo Leur Jr., em termos econômicos as ligações do Estado são maiores com o Sul e Sudeste do país. "Por tudo isso, o governo deve ouvir a população baiana e, com sua sensibilidade, trazer o horário de verão para a Bahia."


O deputado também contextualiza o projeto com dados do Ministério das Minas e Energia. Pesquisas apontam que a adoção de tal medida tem possibilitado nos últimos anos, a redução média da demanda em torno de 5%. As análises também demonstram que essa redução da demanda de ponta tem evitado novos investimentos da ordem de dois bilhões de reais a cada ano, na construção de usinas geradoras de energia. A economia no consumo de energia, em MWh, que se alcança em torno de 0,5% é considerada como um ganho decorrente, ou marginal, mas que não pode ser desprezado.