Política

CARTÓRIOS SERÃO PRIVATIZADOS ATÉ PRÓXIMO DIA 30, DIZ LIDER DA MAIORIA

vide
| 06/06/2011 às 16:19
Professores e alunos desocuparam saguão da ALBA e carregam seus pertences
Foto: BJÁ
  O deputado Zé Neto (PT), líder da Maioria na Assembleia Legislativa confidenciou ao BJÁ na tarde desta segunda-feira, 6, que apanhou dos dois lados na greve dos professores das universidades estaduais, "mas, isso faz parte do processo democrático e estou feliz por ter costurado negociações ao lado do presidente da Casa, Marcelo Nilo, com reabertura do diálogo entre professores e governo, e provável fim do movimento", frisou.

  Os professores e alunos que ocupavam o saguão Nestor Duarte da Assembleia Legislativa começaram a desocupar a área no início da tarde desta segunda-feira, o saguão nesse momento (16h30min) já está totalmente livre e voltando ao seu normal, e o líder da Maioria entende que, mesmo que tenha sido alvejado dos dois lados, por parte dos grevistas e deputados, "nunca deixei de dialogar com as categorias dos professores e estudantes".

  Para Zé Neto esse momento já passou. Agora, segundo informou ao BJÁ vai cuidar do Projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pretende, ainda nesta semana, antes que os foguetes de São João comecem a espoucar no interior da Bahia, época em que o plenário da Casa fica vazio, votar a matéria LDO nas comissões temáticas para que, "até o final do mês seja votada em plenário".

  O deputado confidenciou também ao BJÁ que vai votar até o dia 30 de junho, "mesmo faltando um pedaço", a privatização dos cartórios. "O que não pode é ficar como está e como já concluimos todas as fases de negociações e debates prévios, inclusive com a cúpula do TJ e sindicatos, agora é fechar o relatório, que vem sendo conduzido muito bem pelo deputado Zé Raimundo (PT) e votar", frisou.

  A única pendência, segundo Zé Neto, é a possibilidade do relator ainda ouvir a representação da OAB. "No mais, estamos na fase do afunilamento e vamos votar até o final do mês aprovando a privatização dos cartórios, tendo a certeza de que haverá críticas aqui e acolá, pois, não dá pra agardar a todos em 100%", concliu.