Pouco depois, o assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, saiu em defesa de Lula. Segundo ele, Gilmar Mendes, deveria falar "mais nos autos e menos no microfone".
Lula também tentou justificar a declaração que deu no mesmo evento de que a eleição deste ano seria a "mais fácil" para o PT. "Também disse uma coisa equivocada ao falar que teríamos uma campanha fácil. Quis dizer que vamos ter uma campanha menos difícil porque estamos mais fortes".
Lula falou sobre os dois temas durante evento com a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. No evento, com centrais sindicais, Lula criticou os discursos de líderes tucanos feitos momento antes durante o lançamento da pré-candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra a sua sucessão.
Ao explicar a declaração, Lula pediu desculpas a Dilma e ao PT. "Ao lançar a Dilma e convencer meu partido a apoiá-la, jamais poderia prejudicá-la porque o objetivo é tentar encontrar um obstáculo para mostrar abuso do poder econômico e tentar nos criar transtornos. Jamais estaria na minha cabeça a ideia de prejudicar o nascimento de um filho que ajudei a colocar no mundo."