No encontro do PSC, Geddel Vieira Lima foi recebido como "futuro governador", pelos militantes, deputados, vereadores e lideranças que lotaram o salão de convenções do Hotel Vitória Marina. O presidente do partido, Eliel Santana, lembrou que o PSC foi a primeira força política a apoiar o projeto do PMDB em ter candidatura própria à sucessão estadual.
"Desde setembro do ano passado firmamos o compromissos de estarmos juntos com o PMDB, porque acreditamos no projeto do ministro Geddel Vieira Lima e estamos certos de que a partir de 1º de janeiro estaremos em parceria, no governo do Estado", disse.
Ao agradecer as manifestações de apoio do presidente e parlamentares do PSC e do prefeito de Salvador, João Henrique, o pré-candidato do PMDB garantiu que o seu partido não fará campanha agredindo adversários, mas que pretende demonstrar o quanto a Bahia vem perdendo em oportunidades de desenvolvimento, por conta da inércia do atual governo.
Disse também que vai mostrar as soluções apontadas pelo seus partidos e forças políticas aliadas para os graves problemas sociais que hoje atingem o Estado, em áreas como saúde, educação e segurança pública.
POPULAÇÃO
"Não podemos sustentar um poder público que mente e engana a população", disse Geddel, citando como exemplo o caso das ambulâncias adquiridas e enviadas para as prefeituras baianas pelo Governo Federal, que o governador anunciou como sendo realização do seu governo.
Numa análise do quadro social do Estado, o pré-candidato do PMDB apontou a incapacidade do atual governo em universalizar o ensino público a partir da pré-escola e no enfrentamento à crescente violência que hoje se espalha por toda a Bahia.
"Estamos registrando tristes recordes: um carro roubado a cada hora, uma morte por hora nos finais de semana e o que se faz, o governo atribui a culpa ao Crack", argumentou.
Geddel teve o seu discurso interrompido por diversas vezes pelos aplausos dos militantes do PSC e deixou o encontro aclamado como futuro governador do Estado.