Direito

PRESIDENTE TJ QUER NÚCLEO DE CONCILIAÇÃO DE ILHÉS COM DESEMPENHO 100%

Vide
| 05/05/2009 às 15:53
Desembargadora Silvia Zarif inaugurou Centro de Conciliação de Ihéus, nesta terça, 5
Foto: TJ/ACS
 O Núcleo de Conciliação de 1º Grau, inaugurado hoje pela manhã em Ilhéus, vai atender a demanda de 60% dos 18 mil processos que entram, anualmente, na comarca e são destinados às duas Varas de Família.


Dirigido pela juíza Wilma Viva, a nova unidade vai funcionar em amplas instalações do Fórum Epaminondas Berbert de Castro, inicialmente, das 7 às 14 horas, com uma conciliadora, dois escreventes, dois digitadores, um supervisor de cartórios e um assistente de juiz.


A presidente Sílvia Zarif observou, no discurso que pronunciou na solenidade, que espera desta unidade o mesmo desempenho dos Núcleos de Conciliação de Salvador e de Feira de Santana, que mantêm índice de acordos superior a 80%.


"Isso significa que de cada 100 processos que dão entrada apenas 20 continuarão tramitando. Imaginem o que isso significa em economia de tempo , recursos e de estresse. E o mais importante, em uma área das mais delicadas, promove-se a pacificação e, às vezes, até reatamentos de casais", afirmou ela.


INTERIOR

A corregedora das Comarcas do Interior, desembargadora Maria José Sales Pereira, que acompanha a presidente Sílvia Zarif nesta viagem ao sul e sudoeste do Estado, foi elogiada por ela, juntamente com o juiz corregedor Maurício Lima, pela importância do trabalho que vem realizando.


Recentemente, foi realizada correição em Ilhéus e, além dos problemas apontados para o encaminhamento das soluções, os servidores receberam treinamento em práticas cartorárias.


AUDIÊNCIAS

A juíza Wilma Vivas informou que 150 processos já estão em pauta para audiências de conciliação, que serão realizadas em 15 dias, a partir do dia 11  próximo. Informou, ainda, que o Núcleo funciona há um mês, período em que foi realizado o trabalho de secretaria na organização dos processos e definição da pauta de audiência.

Todos os processos das Varas de Família protocolados desde então passarão primeiro pela audiência de conciliação.


O juiz da 1ª Vara de Família, Helvécio Argolo, declarou que o setor necessita de pessoas sensíveis e dedicadas porque a norma processual sozinha não resolve problemas de Família. Aproveitou para solicitar ao Tribunal a designação de uma psicóloga e uma assistente social, segundo ele, imprescindíveis ao sucesso do trabalho.