Considerou, no mínimo, estranha a atitude da atual diretoria que iniciou o mandato se auto-intitulando vigilante em defesa dos advogados e dos fatos relevantes ao que se passasse no Estado, mas, até agora tem sido muito discreta.
- Não está acontecendo nem uma coisa; nem outra. Os advogados estão desprotegidos e a OAB omissa em relação a inúmeras ocorrências na Bahia" - comentou.
Relacionou, entre outros, os casos do crime envolvendo o servidor municipal da Secretaria da Saúde, Neylton Souto; a informação da existência de uma sala secreta com prováveis processos envolvendo autoridades municipais; a tragédia ambiental na Baía de Todos os Santos; a unificação do exame para Ordem; a ocupação ilegal da Orla Atlântica da cidade do Salvador; a desastrosa ação policial em Maracangalha, município de São Sebastião do Passe, depois da queda de um avião contendo milhões de reais.
Para Dinailton, a OAB/BA está retornando a uma época em que reinava a omissão.
Sem citar nomes, lembrou, no entanto, o momento de atuação de Arx Tourinho "período muito firme" e destacou a sua gestão 2004/06 quando também "fomos decididos na cobrança de melhores condições de trabalho para os advogados e no combate à estrutura arcaica do poder Judiciário.
Situou, ainda, que, quando presidente da Ordem, a Comissão de Ensino Jurídico foi firme na cobrança da implementação das condições mínimas para que os jovens que estavam nas faculdades se tornassem profissionais capacitados. Nossa Comissão de Meio Ambiente foi atuante e capaz de confrontar o poder econômico em defesa dessa causa tão recorrente nos dias atuais.
- E hoje? Nada acontece! - admirou-se.
Dinailton relacionou também que a OAB no seu tempo puniu mais de 200 advogados diante de problemas éticos com a profissão e estabeleceu um convênio com o Tribunal de Justiça, Assembléia Legislativa e governo do Estado para que fosse realizado um levantamento do perfil do Poder Judiciário. E, a partir desse diagnóstico, elaborar uma proposta concreta de sua modernização.
- A Bahia tem salários para magistrados compatíveis com outros estados graças à nossa luta. Não atacamos a composição do Judiciário e sim a sua estrutura, que continua arcaica - frisou.
VAGA PARA
DESEMBARGADOR
A OAB tem uma vaga de desembargador do Tribunal de Justiça para ser preenchida por indicação da Ordem.
Segundo Dinailton, a Presidência do TJ já encaminhou à presidência da Ordem ofício no sentido de elaborar a lista dos advogados que vão concorrer a esta vaga.
De acordo com o estatuto da OAB à forma da escolha é indireta.
Normalmente é encaminhada relação contendo seis nomes para o presidente do TJ e daí é levada ao governador, lista com três desses nomes para a escolha.
Para Dinailton, como a atual diretoria da OAB prometeu em campanha que faria uma eleição direta para escolher a lista sêxtupla, diz que aguarda a sua divulgação, mas, que está vigilante. De olho bem aberto.