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Tasso Franco , Salvador |
11/01/2026 às 12:01
Capa de Tasso Filho
Foto: DIV
Salvadores são várias cidades de Salvador da Bahia numa só. Diferenciado de El Salvador país situado na América Central cuja capital é San Salvador. No mundo globalizado, às vezes, algumas pessoas confundem uma com a outra. Mas, são distintas, na língua, na cultura, no modo de vida, uma à beira do Atlântico; a outra do Pacífico.
A Salvador da Bahia cenário dos contos do jornalista Tasso Franco, 80, tratada como Salvadores é múltipla e nela transitam personagens de lusos a africanos, de árabes a judeus, de turcos a chineses, de gente de todos os continentes.
Tem gente de todo tipo: rico, pobre, banco, preto, amarelo, cafuzo, mendigo, filósofos, poetas, operários, homens darmas e de letras, e é também uma cidade musical do pagode, da axé, do samba, da ginga, da mpb, enfim, multicultural.
Sem gente, pois, não há cidade; sem gente não existem personagens. Mas, tudo isso é imprevisível como os Cisnes Negros de Taleb na Bahia de Todos os Santos; ou como desejaria Lourenço Mueller, mantê-la como a eterna Kirimurê, nome original do lugar.
Salvadores, no entanto, não é um livro de história clássica nem eu uso gravata de seda ou tenho PhD de alguma coisa como muitos progressistas atuais, repletos de saberes artificiais. Trata-se de um livro de contos, de ficção, surrealismo, do fantástico, do imprevisível.
Tenham, pois, uma boa leitura, crítica que seja.