Cultura

MEMÓRIA DE SSA: A FILA DO CINE PAX, O GIGANTE DA BAIXA DOS SAPATEIROS

Foto enviada pelo leitor Sá Barrêto, velho amigo do Abaixadinho
Tasso Franco ,  Salvador | 10/01/2026 às 10:16
Tempo em que a cidade era civilizada
Foto: REP
  A foto quem me enviou foi Sá Barreto, o qual recebeu de Alexander Weber, mostra uma enorme fila para ingressar no Cine Pax para assistir a pelicula (não dá para ler o ttulo) que tem o sub-titulo "Traçoeira", isso na década de 1940. N]ao há registro de quem foi o autor da foto.  

   O que se sabe, da história, é que o Pax ficava Localizado na Baixa dos Sapateiros, um dos mais tradicionais cinemas da capital baiana, inaugurado no ano de 1939. Era um dos locais preferidos para a diversão da elite baiana nos anos 40 e 50 e terminou seus últimos dias de vida útil exibindo filmes pornôs.

  O cinema que já foi considerado o maior da Bahia, tem na sua história uma tragédia que abalou a capital baiana no início da década de 60.

   Muito moderno para a época, o cinema era conhecido como o "Gigante da Baixa dos Sapateiros". E até a sua entrada era diferenciada dos demais, pois as pessoas entravam por trás da tela. Teve seus dias de glórias nos anos 50 e 60.
O espaço cultural foi considerado como um dos melhores da América Latina.

   Na época, famílias se deslocavam a procura de lançamentos cinematográficos, preferencialmente uma boa comédia romântica, e tempos depois, nos anos 70 e 80 eram exibidos filmes de faroestes e artes marciais.

Milhares de soteropolitanos e deslocavam para o local em busca do filme A Paixão de Cristo.

Nos anos 80, com a sua decadência, passou a ser especialista em filmes eróticos e boa parte dos frequentadores era a população LGBT. Fechado em 1998 pela Sucom, pois encontrava-se em péssimo estado de conservação.
E ainda hoje os comerciantes que trabalham na porta do cinema temem o risco de um desabamento.

Eram muitos os problemas: paredes infiltradas, instalações elétricas danificadas e expostas, partes do teto desabando...
Após o fechamento, a cantora Daniela Mercury mostrou interesse na compra do cinema e transformá-lo em uma casa de shows, mas a artista percebeu que o governo do Estado não tinha planos para revitalização da área e assim sendo, desistiu do projeto.

Uma tragédia marcou a história do Cine Pax: no início dos anos 60 em um dia de domingo, o cinema lotado e todo com os olhos grudados na tela, ouve-se um forte estrondo. Era uma fábrica de fogos que funcionava perto do cinema, que havia pegado fogo.