Vocês sabem que nós, os não humanos, vivemos muito tempo e meus ancestrais são de Cintra, Portugal, personalidades de nossa família que vivem 400/500 anos de idade.
Meu nome mesmo é Ranulfo Rodolfo Santos Soares já virei até livro na pena do editor deste site. Agora, passo a escrever sobre Causos & Lendas.
E, como não poderia deixar de ser abro a série com a Lenda do Caramuru, o português Diogo Álvares, o qual foi deixado na Bahia para negociar pau Brasil com tupinambás abrindo a primeira rota de exportação Brasil-Europa, isso por volta de 1510.
Esse camarada só não criou um curso de comércio exterior, tão em moda nos dias atuais, porque não havia know-how naquela época nem a FIB, mas, o camarada fez miséria, se casou com uma tupinambá assentou praça na Bahia e por aqui ficou sendo enterrado na atual catedral basílica de Salvador.
E pra dourar a pílula dessa aventura um frei chamado Santa Rita Durão, no século XVII, criou uma lenda que é a mais antiga do Brasil dando conta de que Diogo havia naufragado nas proximidades do atual Rio Vermelho e sobreviveu por ter dado um tiro num bando de pássaros deixando os tupinambás abestalhados e chamando-o de Deus do Trovão.
Isso é pura lenda, pois, o dito Diogo foi deixado pelos franceses no atual Porto da Barra para comercializar pau Brasil, numa boa, ele que era jeitoso em compra e venda de produtos, sendo depois levado por Jaques Cartier o navegador que descobriu o Canadá francês, para se casar com uma tupinambá (Quayadin), em Saint Malo, no Noroeste da França, retornando a Bahia com o nome oficial de Catharina Du Brézil, em homenagem a mulher de Cartier, a qual se chamava de Catharine de Granches.
Depois, essa moça instalou a capela da Graça, hoje, Mosterinho de Nossa Senhora da Graça, e passou a história com o nome de Catarina Paraguaçu, a qual se encontra sepultada nesse templo.
Então, pra encurtar a conversa na inicial, como diz o causídico Doutor Bomfim, com m antes do fê, esse Caramuru foi o nosso primeiro ministro de Comércio do Brasil e essa história inventada pelo frei Santa Rita Durão não passa de uma lenda.
Aliás, os padres e frades são bons de inventar lendas. No passado, então, fazia parte da história. Hoje está mais difícil, mas, ainda assim acontece.