Cabaré da Rrrrraça
Bando de Teatro Olodum | Direção: Marcio Meirelles
O Bando de Teatro Olodum e o Teatro Vila Velha iniciam um novo modelo na programação da casa. Trata-se da temporada contínua de "Cabaré da Rrrrraça", todas às terças feiras, sempre às 20 horas.
Diretor do espetáculo e do Vila Velha, Marcio Meirelles, informa que a decisão de manter o espetáculo em cartaz todas as terças foi tomada pelo teatro e pelo grupo. "Primeiro porque enquanto houver racismo e a falsa idéia de democracia racial ele será necessário. Depois porque economicamente é positivo, podemos nos remunerar com a bilheteria, uma vez que não contamos com nenhuma forma de patrocínio, e isso não é motivo de orgulho, é um fato para se pensar. Orgulho é botar o bloco na rua, porque somos necessários, ao invés de ficar chorando e acusando os outros pela nossa incapacidade de produzir. E também é importante porque abrimos na cidade um evento calendarizado de teatro, o que, a médio prazo deve gerar um público que pode se programar, como o público de escolas, de organizadores de eventos, de agências de turismo, e por aí vai", diz.
O espetáculo trata de uma tema básico para a sociedade brasileira: o que é ser negro na atualidade? Depois da política do branqueamento, passando pelas ações afirmativas, as cotas raciais. E discute questões como essas com inteligência, humor, música e dança. "Boa noite resistência e boa noite brancos. Este é um espetáculo, didático, panfletário e interativo", avisa o consciente personagem Wensley, criado por Lázaro Ramos e atualmente interpretado por Sergio Laurentino, sendo a deixa para o início de uma sucessão de cenas cotidianas que colocam em cheque a nossa suposta ‘cordialidade racial'.
Catorze anos depois da sua estréia, "Cabaré da Rrrrraça" permanece atual e se renova na sua interatividade com o público que pode participar dando depoimentos. O espetáculo, que começou no espaço do Cabaré dos Novos, ganhou as dimensões de um grande musical no palco principal com músicas ao vivo criadas pelo diretor musical Jarbas Bittencourt, coreografadas por Zebrinha e continua atraindo centenas de espectadores.
Contatos:
Auristela Sá - (71) 3083-4607
Chica Carelli - (71) 9998-9133
11 e 18/10 | ter | 20h
R$ 30 e 15
Sala Principal
Breve
Cia. Teatro da Queda | Direção: Thiago Romero
Nesta quarta, dia 12/10, a Cia Teatro da Queda preparou uma promoção especial para o dia das crianças! Para participar, basta trazer um brinquedo para doar que será cobrado apenas meia entrada. Primeiro trabalho da Cia Teatro da Queda como grupo em residência do Teatro Vila Velha, "Breve" é um espetáculo sobre o tempo e a memória, sobre a busca dos afetos. A montagem ficará em cartaz durante todas as quartas do mês no Cabaré dos Novos, às 20h.
Uma dramaturgia sobre as lacunas existenciais onde sete atores se encontram e lidam com a realidade e ficção de suas lembranças e acabam refletindo sobre o como vivemos as relações com o tempo presente e suas relações com o passado e futuro. Estando no tempo presente mais ainda com efeitos da inércia do passado, e na frustração ou projeção do futuro que não chega.
12 e 19/10 | qua | 20h
R$ 10 e 5
Cabaré dos Novos
Banda Suinga
Vila da Música
A banda baiana Suinga se apresenta pela primeira vez no Vila no dia 13 de outubro, às 20h, dentro do projeto Vila da Música. Em sua atmosfera sonora a identidade cultural se faz presente tanto na dimensão do ritmo - com canções de fricote, axé anos 80 e samba-reggae -, como também nas letras e na melodia, em que aspectos musicais da tradição oral baiana são trazidos à tona.
O conjunto, integrado por Fox (Voz e Guitarra), Marceleza (Voz e Guitarra), Dinho (Baixo), Dudu (bateria) e Didoné (percussão), acaba de lançar o EP ( Minina), gravado pelo produtor musical Jorge Solovera. São cinco canções autorais em que a banda expressa originalidade e ousadia ao apostar na força contagiante da poesia popular baiana. A sonoridade da Suinga puxa o ouvinte pela memória, atualizando a tradição de música de rua desenvolvida nos carnavais baianos por Armandinho, Dodô e Osmar, Novos Baianos, Luiz Caldas, Gerônimo, Chiclete Com Banana e Moraes Moreira.
A expressão audiovisual da banda apresenta os vocalistas em interação direta com ambientes e personagens que compõem o universo da cultura popular na cidade de Salvador. Dentro dessa perspectiva o grupo já produziu clipes para as canções "Miniminina" e "Sorvete de Cajá", ambos sob a tutela de Filipi Pauli.
Lista Amiga: basta enviar um e-mail para viladamusica@teatrovilavelha.com.br, colocando no assunto "Vila da Música", com o nome completo, e assim, poderá pagar meia-entrada em todos os shows do mês! Só precisa mandar o nome uma vez, pois faremos uma única lista e o nome estará disponível em qualquer um dos shows. Os nomes serão aceitos até as 17h do dia de cada show.
13/10 | qui | 20h
R$ 20 e 10
Sala Principal
Alugo Minha Língua
Núcleo Supernova Teatro | Direção: Fernando Guerreiro
"Nesse cabaré que mais que exótico, que mais que histriônico é e-ro-tra-gi-cô-mi-co", a perversão humana, a sexualidade e a sociedade de consumo são despidas na sua mais pura intimidade. Ao adentrar o cabaré de Alugo Minha Língua, a plateia será convidada a repensar sua "normalidade". Afinal, "A língua se aluga pro bem e pro mal (...), quer ser depravado? Quer ser moralista? Pois entre na lista do sempre cansado [...]".
Dirigidos por Fernando Guerreiro e com texto de Gil Vicente Tavares, os personagens, dentro de cubículos existenciais, compartilham a solidão das relações superficiais mediadas por todo tipo de aparato tecnológico contemporâneo.
Através de uma encenação marcada pela linguagem da performance, com viés musical acentuado, a peça faz um convite à reflexão: baseado no conceito de modernidade líquida, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o público poderá debater como a urgência e a espetacularização da sexualidade nas sociedades contemporâneas resultam no esvaziamento das relações humanas e no tédio.
Contemplado com o Prêmio Myriam Muniz 2010 da FUNARTE, através do Ministério da Cultura, o projeto tem na equipe Jarbas Bittencourt (trilha sonora original), a cantora Manuela Rodrigues (preparação vocal do elenco), a premiada Miniusina de Criação (cenário) e a estilista Valéria Kaveski assinando o figurino. Essa união entre artistas consagrados e novos talentos foi fundamental para traduzir, de forma contemporânea e contundente, a temática perturbadora e intencionalmente atraente da peça.
Contatos:
Aleksandra Pinheiro + 55 71 9121-5359 | alepinheiro@comunikapress.com.br
Jamile Amine +55 71 9903-5504 | jamile.amine@comunikapress.com.br
14 a 16/10 | sex, sáb, dom | 20h
R$ 20 e 10
Sala Principal
Áfricas
Teatro infanto-juvenil | Bando de Teatro Olodum
Direção: Chica Carelli
Primeiro espetáculo infanto-juvenil do Bando de Teatro Olodum traz à cena o continente africano, através da sua história, seu povo, seus mitos e religiosidade, estará em cartaz nos dias 15 e 16 de outubro no Teatro Vila Velha.
A peça aborda o universo mítico africano em uma tentativa de suprir a escassez de referenciais africanos no imaginário infantil, povoado de fábulas e personagens eurocêntricos. Assim, desfilam no palco personagens que revelam o modo de ser do povo africano, as formas de se relacionar com a natureza e com o sagrado e os traços que unem o Brasil, em especial a Bahia, ao continente negro. Mas não uma África singular, com as imagens estereotipadas de animais selvagens, doenças e fome. E sim, um continente complexo, formado por mais de 50 países e centenas de dialetos e povos com histórias diferenciadas, formas de resistência e sobrevivência e um rico modo de se relacionar com o sagrado. Enfim, a África no plural.
"Queremos proporcionar um encantamento com a África, sua história e cultura e despertar a curiosidade de todos em conhecer mais sobre este imenso continente tão importante para o Brasil", afirma a diretora Chica Carelli. Fundadora do Bando de Teatro Olodum. Chica não está sozinha. "Áfricas" possui um time de profissionais carimbados, como o coreógrafo Zebrinha, o diretor musical Jarbas Bittencourt, que criou músicas especiais para o espetáculo, os iluminadores Rivaldo Rio e Fábio Espírito Santo e Zuarte Júnior, responsável pelo figurino e adereços, com muitas cores e elementos do cotidiano africano. O elenco participa de todo o processo de criação, desde a dramaturgia. Os atores e atrizes participaram de uma oficina de adereços ministrada por Zuarte Júnior e Júlio Maya e uma oficina de Xequerê, instrumento tradicional africano, ministrada por Daniel Souza.
15 e 16/10 | sáb e dom | 16h
R$ 20 e 10
Palco Principal
Siré Obá "A festa do Rei"
Cia. de Teatro Nata | Direção: Fernanda Júlia
Encerrando temporada no Teatro Vila Velha, o espetáculo Siré Obá "A festa do Rei" remonta, através do teatro, música, poesia e dança afro, uma celebração do candomblé e pretende mostrar a beleza e a filosofia do culto aos Orixás, desmitificando preconceitos e combatendo a intolerância religiosa.
Unindo religião e arte, a montagem, composta por 5 atores e 5 músicos, segue a sequência das músicas cantadas e tocadas para os Orixás nos rituais públicos do Candomblé. Nesse espetáculo-festa os espectadores são convidados a celebrar a grandeza e feitos das divindades africanas que compõem o universo Yorubá.
Baseados na pesquisa cênica de "ativação do movimento ancestral", o espetáculo foi construído através do teatro físico-ritual e homenageia essas divindades e todas as Comunidades de Santo que mantiveram viva essa herança.
Com primeira temporada em 2009, Sirê Obá recebeu três indicações ao Prêmio Braskem de Teatro. Concorreu aos prêmios de Melhor Espetáculo, Revelação - para diretora Fernanda Júlia - e Especial, pela direção musical de Jarbas Biittencourt, disputa da qual saiu vencedor.
15 e 16/10 | sáb e dom | 18h
R$ 20 e 10
Cabaré dos Novos
Oficinas do Vila
Oficina "A poética da Invenção" - do processo colaborativo a construção de um espetáculo em fragmentos.
Orientadores: Thiago Romero, Luiza Bocca e Ricardo Albuquerque (Cia Teatro da Queda)
05/11 a 10/12 | sábados | 14h às 17h
Valor: R$100,00
Faixa etária: a partir de 16 anos
Público: artistas e estudantes interessados.
A oficina propõe uma reflexão sobre o processo de criação de um espetáculo utilizando elementos da performance, happening e uma dramaturgia fragmentada. A investigação parte da idéia de processo colaborativo onde se apresenta o ator-criador e diretor-editor como ferramenta de construção do espetáculo, muito utilizada na dramaturgia do Teatro da Queda.
As experimentações tomam essa questão como estímulos e se utilizam de técnicas Viewpoints, Suzuki, Composição, exercícios do Yoga e da apropriação de fragmentos da obra de diversos autores para associações metafóricas, que extravasam as obras, articulada a performance, os solos, personagens e procedimentos criativos. Pretende-se também nesse trabalho desenvolver o olhar para os processos da dramaturgia contemporânea através do contato com autores referenciais para o pensamento universalcomo: Heiner Muller, Shakespeare, Hilda Hist, Valerie Novarina, Antonin Artaud, provocando assim a instrumentalização de artistas através da troca de experiências estéticas multiplicadoras de conhecimento.
Através de treinamento físico, pesquisa textual, exercícios utilizando a Técnica de Viewpoints, Composição e Performance que estimulam o treinamento do ator, a criação cena, o conceitoespaço-tempo e o discurso estético do espetáculo.
Contatos:
Thiago Romero - (71) 8824-2683
Serviços
Bilheteria: Segunda a sexta das 14 às 18h quando tem espetáculo. Nos finais de semana 2h antes do espetáculo. A carteira de estudante deve ser apresentada no ato da compra.
Reserva de ingresso: 71 3083-4600
Acessibilidade: O Teatro Vila Velha conta com rampa de acesso e espaços reservados para pessoas com dificuldade de locomoção.
Estacionamento: O Passeio Público conta com um amplo espaço para estacionamento. Acesso pelo Largo dos Aflitos ou, em dias de espetáculo, pela Avenida Sete de Setembro.
Solicitação de pauta: pauta@teatrovilavelha.com.br