Cultura

PROCISSÃO FOGARÉU DE SERRINHA ENTRA EM DECADÊNCIA POR DESORGANIZAÇÃO

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| 04/04/2010 às 22:06
Muitos fiéis desceram a colina da santa sem dar atenção ao que o padre falava
Foto: BJÁ

  A procissão do Fogaréu de Serrinha, uma das mais antigas e belas manifestações da cultural popular religiosa do Nordeste da Bahia, implantada no município em 1930 pelo padre Carlos Olímpio Ribeiro vive momentos de decadência. Faltam organização, sentimento religioso e de fé, e alguém que se proponha a estabelecer um roteiro para que a popualação siga a festa sem alterações de ano para ano.

  Este ano, por exemplo, após o percurso entre a Praça Luiz Nogueira (da Igreja Matriz) até a colina da Santa (Senhora Santana) a população seguiu o cortejo entoando os cânticos religiosos. Mas, as tochas fornecidas pela Prefeitura local (o que deveria ser proibido) foram confeccionadas num papel cartolinado que não permitia boa luminosidade das velas, o que diminiu e muito o brilho da festa.

  Antigamente, essas tochas eram feitas pela própria população e não objetos de marketing de prefeitos, o que acabou misturando política com religião e atrapalhando o sentimento da manifestação cultura. Além disso, neste ano, após chegar a colina da santa a procissão se disperssou e muita gente desceu o morro sem dar a menor atenção ao que o padre pregava, numa entrevista "espiritual" que psicografou com o padre Carlos.

  A partir desse momento cada fiel ou grupo de fiéis desceu a colina, sem acompanhar a cruz penitencial, e acabou a procissão dessa forma. Antes, o cortejo retornava a igreja (a catedral) da Praça Miguel Carneiro com todos entoando cânticos religiosos.