Os penitentes cumprem sete anos de promessas e muitos gostam tanto, que continuam fazendo parte dos ‘cordões' por muitos anos. Pessoas de todas as idades passam pelas sete estações com paradas para orações e cantos, seguindo para o destino final, que é o cemitério, onde prosseguem com os ritos.
Para que seja mantida para sempre a força dessa tradição, que começou em 1901, o deputado Jorge Khoury busca transformá-la em patrimônio cultural da Bahia e do Brasil. " É muito intensa a religiosidade dessas pessoas que dedicam a Quaresma às orações em prol das almas dos que já se foram. Os penitentes merecem todo o nosso respeito e admiração", afirmou.
É ao som das matracas que os penitentes pagam suas promessas vestidos de branco com apenas uma parte do rosto à mostra. Os Penitentes vieram com a chegada dos frades capuchinhos à região. A penitência é algo sério que deve ser levado com compromisso por quem decide entrar nos cordões. É um segredo absoluto que precisa de seriedade e zelo.
Os rituais do período incluem ainda os cordões de "disciplinadores", formado apenas por homens. Eles também percorrendo as sete estações, mas com a prática do autoflagelo como forma de repetição do sofrimento de Cristo. Eles saem cobertos por lençóis brancos, com estiletes presos em cordões, chamados de ‘disciplinas', que são lançados nas costas descobertas provocando cortes e sangramentos.