Cultura

COPA E JOGOS OLÍMPICOS : MIDIA E MERCADOS REGIONAIS, POR NEI BANDEIRA

Nei da Rocha Bandeira Júnior, Diretor da Tv Aratu S.A. e Presidente da Associação Baiana do Mercado Publicitário-ABMP

| 10/10/2009 às 14:02
O mercado publicitário baiano quer participar do bolo olímpico com regionalização das verbas
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O mercado publicitário local realizou nos dias 27,28,29 e 30 de agosto último o VII Fórum de Propaganda da Bahia, promoção da ABMP-Associação Baiana do Mercado Publicitário, ABAP-Associação Brasileira das Agências de Publicidade, Capítulo Bahia, Central de Outdoor,SEPEX-Sindicato das Empresas de Midia Exterior da Bahia e SINAPRO-Sindicato das Agências de Propaganda da Bahia.


Dando sequência às ações para fortalecimento do mercado publicitário local,um dos temas discutidos no VI Fórum de Propaganda de 2007, essas entidades contrataram um trabalho sobre a importância da regionalização das verbas de publicidade ao Economista Armando Avena,para fundamentar a participação da Bahia no IV Congresso Brasileiro de Publicidade, em julho do ano passado, em São Paulo. 


Nossa participação resultou na aprovação de duas recomendações na plenária final do IV Congresso, uma dirigida ao mercado privado e outra ao Governo Federal, no sentido de desconcentrar os investimentos publicitários.


O que pretendemos, agora, no VII Fórum, é identificar ações a serem desenvolvidas por essas entidades representativas do mercado baiano para sairmos do plano da recomendação para a prática, em benefício de todos os segmentos do mercado, cujos principais agentes econômicos são as agências de publicidade,os veículos de comunicação e os fornecedores de serviços diversos, notadamente de produção de anúncios publicitários.


É indispensável ressaltar que a regionalização da publicidade como estamos a defender atende, de modo irrefutável, a dois interesses convergentes: primeiro, de anunciantes em escala nacional, na medida em que suas mensagens publicitárias, se adequadas às características específicas de cada região, certamente lhes proporcionarão melhores resultados comerciais e maior racionalidade na alocação dos respectivos recursos financeiros;em segundo lugar, das economias da propaganda dos mercados situados fora do sudeste e de Brasília, porque vão poder obter dinheiro novo de origem até agora pouco usufruida.


No caso específico da Bahia,malgrado a inexistência de uma indústria de bens de consumo final voltada  para o mercado local e regional, a economia da propaganda tem experimentado um crescimento continuado na primeira década deste século.Todavia,há percepção generalizada de que é necessário ultrapassarmos esse limite imposto pelo crescimento linear, que não permite às empresas geração de caixa mais expressiva, capaz de sustentar a expansão e criação de novos negócios.

De igual modo, é generalizada a compreensão de que as iniciativas nesse sentido devem dirigir-se ao mercado nacional para captação de verbas de clientes privados e do Governo Federal.