Cultura

MUSEU GUGGENHEIM AGRADA INTELECTUAIS E APRESENTA MOSTRA POUCO ATRAENTE

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| 01/01/2009 às 13:25
Sala no Guggenheim onde pequenos grupos assistem documentários de arquitetura
Foto: Foto: BJá
 

Um programa interessante em Nova Iorque, sobretudo para arquitetos e engenheiros, é visitar o Museu Guggenheim na quinta avenida na área do Central Parque. O prédio concebido pelo arquiteto George N. Cohen para sediar o museu em forma arredondada - parece ou imita uma obra de Oscar Niemeyer - todo branco, impressiona e contrasta com a paisagem do local onde está erguido em quadras residenciais com prédio nos modelo de meados do século XX.


Não sou arquiteto para dar uma opinião mais precisa do prédio. Em termos de conforto e ambientação interior é fantástico. O visitante sobe uma rampa no interior do prédio e vai percorrendo os salões das exposições, a medida em que atinge o que seriam num edifício tradicional, os primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto andares. Essa é a impressão que se tem de um prédio com 5 andares.


Interessante que essa rampa em forma de caracol o camarada sobe sem fazer esforço, sem se cansar, projetada que foi para dar a sensação de ser estar andando num plano. Na parte térrea onde está a recepção e a venda dos ingressos (USR18 a entrada para adultos e US$15 para jovens entre 12 e 17 anos) tem-se uma visão do edifício como se estivesse dentro de um ninho de pássaro, num oco. É belíssimo.


AS MOSTRAS


Não dei sorte. As mostras postas no momento para o público são apenas razoáveis. Ainda assim e certamente, de agrado para o público norte-americano, pois, há várias salas com fotos da vida americana de Catherine Opie, inclusive de estruturas construtivas nos Estados Unidos. Interessante para arquitetos e engenheiros. A documentação sobre figuras humanas é apenas curiosa.


Há, ainda, salões com obras de pintores europeus dos séculos XIX e XX, de Paul Cézanne, Pablo Picasso - retrato de Dora Maar e o Fim da Estrada -, Edouard Manet - Dama Diante do Espelho - , Pierre Auguste Renoir, Marc Chagall e assim por diante. Nada excepcional.


Neste momento diria que, para quem não conhece o Guggenheim, vale a pena a visita só pelo fato da arquitetura do prédio. No mais, o Bahia Já não recomenda porque há museus melhores para serem vistos.