quarta-feira, 08 de dezembro de 2021
Colunistas / Esportes
Zé de Jesus Barrêto

GUILHOTINA DA DEGOLA NO PESCOÇO DO BAHIA COM INTERNACIONAL 2X0

ZédeJesusBarrêto comenta que jogo contra o Ceará será de vida ou morte
26/09/2021 às 10:08
  
  Tabu ou sina, desde 2014 o Bahia não vence o Internacional. Mais uma vez, no Beira Rio /Porto Alegre, levou 2 x 0 na tarde de domingo, em costumeiros vacilos defensivos, especialmente do becão Lucas Fonseca. Dois gols de cabeça, como sempre, após cobranças de escanteios. 

  O primeiro tempo do Tricolor baiano foi bisonho, apático, levou 1 x 0.  Na segunda etapa, quando conseguiu equilibrar e até criar algumas chances na frente, levou um gol daqueles que ‘quebra a guia’ de qualquer um. Noutro erro de saída de bola e de marcação na bola alçada na linha da pequena área. 
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  Péssimo resultado, porque antes mesmo de a rodada acabar o Bahia já tinha baixado na zona do rebaixamento, em 17º lugar, com 23 pontos ganhos apenas. O Grêmio tem 22 pontos mas ainda joga (contra o Athlético) e, se vencer, afunda ainda mais o Bahia e põe também o Santos na zona; o time santista perdeu (3 x 0) do Juventude e tem 24 pontos. 

  Teremos, pois, uma semana de crise nas bandas tricolores. Salários atrasados, a equipe na zona, o torcedor apavorado, a mídia esportiva bradando e a moral lá em baixo.  No mais, um Ceará zangado pela frente, próximo fim de semana. 

 Que fase horrível do futebol baiano. A dupla Ba Vi, os times que disputam as séries C e D, um vexame total.   

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 No Beira Rio 

 Bom tempo em Porto Alegre (22 graus), gramado nos trinques e duas realidades, antes de a bola rolar: o Internacional em alta (29 pontos, em 7º lugar), crescendo na competição, focando no grupo do topo da tabela e com o time completo; o Bahia tentando fugir da zona do sufoco, a de baixo (com 23 pontos em 16º), com problemas na escalação, o treinador argentino Dabove ainda não achou o time ideal nem um jeito de jogar que signifique triunfos. Como se não bastasse, uma ‘crise’ também fora de campo, alguns atletas reclamando de grana atrasada. 

 O Inter em campo com um uniforme grená, diferente do seu tradicional colorado, o vermelho; e o Bahia de camisetas brancas – com detalhes em azul e vermelho. 
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Com bola rolando ... 

- Com apenas 7 minutos, Rodriguinho (que tinha a tarja de capitão) sentiu uma pancada nas costelas e deixou o campo, substituído por Gilberto. O Inter desde o início tinha as iniciativas, comandando as ações. Um Bahia enrolado, muito atrás, só tentando marcar, praticamente sem passar do meio-campo. 

 - Aos 13’, por muito pouco Taison não abriu o placar, com chute rasteiro da entrada da área; teve desvio no caminho e a pelota riscou o pé do poste de Claus. Trinta cravados e nada acontecia. O time da casa com mais posse de bola, trançando, mas sem conseguir penetrar, sem finalizar. O Tricolor se segurando, dificultado as ações do adversário, mas sem nada criar na frente. 

 - O primeiro chute a gol do Bahia aconteceu aos 36 minutos, após bolas alçadas da esquerda sobre a área gaúcha; Gilberto bateu da direita, cruzado, a meia altura e o goleiro Daniel rebateu. 

- Gol ! 1 x 0 , Internacional, aos 38 minutos. Escanteio cobrado por Edenilson, da direita, Yuri Alberto subiu com o ‘prego’ Lucas Fonseca e testou firme, de frente. Quantos gols tomamos assim?  

 - Só então o Bahia saiu um pouco da defesa, adiantou suas linhas e conseguiu uns três escanteios, gerando alguma expectativa, mas ne nenhuma chance clara de gol, o goleiro do Inter pouco trabalhou. Aos 45’, Gilberto bateu falta de longe, forte, por cima.  
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 Uma partida tecnicamente fraca na primeira etapa. O Colorado mandou no jogo, ditou o ritmo e achou o gol num escanteio e outra bobeada de Lucas Fonseca, pra variar. O Bahia acanhado, limitando-se a marcar, defender, correr ... 
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 Com a mesma escalação, o Bahia voltou do vestiário com sua linha de marcação mais adiantada, tentando jogar mais no campo adversário, fazendo pressão nos primeiros minutos. Aos poucos a equipe gaúcha foi pondo a bola no chão, envolvendo, retomando as rédeas. Mais parelho. 

 - Aos 8’, Taison bateu falta da entrada da área, forte, pelo alto, Claus espalmou. Aos 9’, Nino cruzou da direita e Gilberto testou, pra fora. O Bahia era melhor do que na primeira etapa, mas continuava errando muitos passes, entregando a bola ao adversário. Aos 15’, Rodallega fez boa jogada individual e levantou na cabeça de Gilberto, testada pra fora. 

 Substituições, antes dos 20 minutos: Dabove lançou Tony Anderson e Galdezani em campo, oxigenando o meio campo; o artilheiro peruano Paolo Guerrero entrou no ataque do Inter. 

- Aos 23’, Capixaba cruzou da esquerda, no chão, quase Rodallega chegou. Aos 25’, Daniel salvou no ângulo uma bela cabeçada de Gilberto, na melhor chance do Tricolor, até então. Momento de equilíbrio, mas quando o Tricolor parecia melhor ... 

- Gol ! 2 x 0, Internacional. Dourado, aos 28 minutos, e novamente, de cabeça. Após passe errado de Lucas Fonseca numa saída de bola, a defesa inteira aberta, escanteio da direita; a defesa afastou mal, a bola foi novamente levantada por Cuesta, da intermediária, Dourado subiu livre na linha da pequena área e testou, rede. Complicou. 

 Gustavo Henrique e Patrick no Bahia, substituindo o ‘entregão’ Lucas Fonseca e Édson. No Inter, Palácios e Gustavo Maia. O Bahia foi inteiro pra frente, o jogo ficou aberto e perigoso, o Inter tem um bom contragolpe, até gosta de jogar assim.

 - Aos 35 min, após outro erro de passe (Mugni) no meio campo, Yuri Aberto entrou livre e bateu forte, de frente, para difícil defesa de Claus, no rodapé, espalmando. Aos 38’, Nino cruzou do fundo, da direita, e Rodallega testou antes da zaga, raspando o poste. Aos 42’, Tony Anderson tentou de canhota, da entrada da área, passou perto. Aos 45’, Rodallega bateu falta, desviou na barreira, rente. Aos 47’, outra boa intervenção de Claus, evitando o terceiro. Aos 49’, Nino cruzou, Gilberto escorou na pequena área... e errou o alvo. 

  Deu Inter, mais uma vez. 
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Destaques 
 Claus (boas defesas, sem culpa), Nino (vontade pura), Rodallega (o mais lúcido) ... 
 
 Negativo, o becão Lucas Fonseca, de novo, diretamente responsável pelos dois gols do Colorado. Quem força a escalação dele? Depois da segunda entregada, no gol de Dourado, Dabove o retirou de campo. Mas... nem devia ter entrado.   
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Escalações 
- Internacional, o Colorado gaúcho: Daniel, Heitor, Bruno Mendes, Cuesta e Paulo Vitor; Dourado, Lindoso, Edenílson, Taison e Patrick (Maurício); Yuri Alberto(Guerrero)n. Treinador, Diego Aguirre.

- Bahia, o Tricolor baiano : Claus, Nino Paraíba, Lucas Fonseca (Gustavo Henrique), Luis Otávio e  Capixaba; Edson (Patrick), Mugni, Ruiz(Galdezani) e Isnaldo (Tony Anderson); Rodriguinho (Gilberto) e Rodallega. Treinador, Diego Dabove.

Arbitragem de Bruno Arleu de Araújo, sem maiores problemas. 
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 O próximo jogo do Tricolor é em casa, na Fonte Nova (talvez com algum público), no próximo fim de semana, contra o Ceará. Clássico nordestino, rivalidade, sem favoritismos. É vencer ou afundar de vez. 
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 Futsal
 Na manhã de domingo a Seleção Brasileira venceu Marrocos (1 x 0) e está nas semifinais da Copa do Mundo de Futsal, que acontece na Lituânia.  Nossa seleção enfrenta a Argentina, que venceu a Russia nos pênaltis.  Brasil x Argentina, quarta-feira próxima, 14h.  
 Já tivemos time melhor, com mais talentos individuais, no Futsal, mas esse que disputa a Copa está dando pro gasto, até aqui, sem brilho. 
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