Uma capital que preserva sua histporia e está antenada com o novo, com o contemporâneo
Tasso Franco , Santander |
09/08/2026 às 18:36
Uma belissima cidade, sede tb do Bando Santander
Foto: BJÁ
Santander é a capital da região de Cantábria, na costa norte de Espanha. O Palacio de la Magdalena, outrora uma residência de verão da realeza, fica na foz da baía de Santander, na rochosa península La Magdalena. A oeste, o centro da cidade alberga a Catedral de Santander, com uma cúpula octogonal e um claustro gótico. Visitei essa capital hoje, pero, não deu para ver tudo e não conheci o Palácio de la Magadalena e assisti a missa na catedral e visitei outros monumentos e locias.
A cidade é belissima a beira do Mar Cantábrico com app 200 mil habitantes e uma população metropolitana estimada em 320 mil pessoa fora os milhares de turistas. Combina, pois, mar (a Baía de Santander) e a montanha (a Cantábria) e um centro histórico invejável. Há, ainda, a Oria de El Sardinero, o animado Mercado de la Esperanza e as vistas panorâmicas do Cabo Mayor. Estive no mercado e observei a praia de lonte,.
O Banco Santander nasceu nesta comunidade autônoma da Cantábria, em 15 de março de 1857. A rainha Isabel II, com o objetivo inicial de fomentar e financiar o comércio entre os portos da Espanha e as Américas. Embora seja um gigante financeiro global com forte presença em vários países, o banco mantém sua sede social histórica na cidade de Santander.
A criação do Banco Santander pela rainha Isabel II em 1857 não foi um ato de capricho, mas uma decisão geopolítica e econômica crucial. A região de Santander era o motor do comércio colonial espanhol no norte do país. Era chamada de o "Liverpool da Espanha" por possuir uma das baías mais seguras e movimentadas da península.
A cidade era o ponto de conexão central para a importação de produtos coloniais americanos (açúcar, tabaco, cacau). Escoamento de Riquezas Nacionais, em especial, o trigo de Castela: A região funcionava como a grande "porta de saída" para o mar das colheitas de cereais e farinha vindas do interior da Espanha.
A construção da linha férrea ligando o interior agrícola diretamente ao porto de Santander potencializou o volume de mercadorias. O comércio internacional da região gerava fortunas, mas dependia de uma estrutura bancária local sólida para emitir papel-moeda e financiar navios, dai surgiu a aiança com a Coroa: Seis grandes comerciantes locais pressionaram e financiaram o projeto, garantindo à Coroa o controle do fluxo financeiro do norte do país.
Origens e Idade Média
A Abadia dos Corpos Santos, que se erguia onde está hoje a catedral, é mencionada pela primeira vez num documento de 1068, redigido por ordem do rei Afonso II das Astúrias, que a mandou fundar sobre a ermida já existente no cerro de Somorrostro, onde se guardava o relicário com as cabeças dos santos Emetério e Celedónio, mártires decapitados en Calahorra por se recusarem a abjurar a sua fé cristã no século III.
Segundo a lenda, as cabeças foram transportadas numa embarcação de pedra para as salvaguardar do avanço muçulmano e chegaram a Santander depois de terem dado a volta à Península Ibérica. Ao chegar às imediações da cidade, o barco chocou com uma rocha na entrada da baía (a atual ilha da Horadada, que atravessou. As cabeças foram depois colocadas numa caverna por baixo da primitiva igreja do cerro de São Pedro (Somorrostro). O mosteiro existente nesse lugar adotou-os como padroeiros e colocaram as suas efígies no escudo da igreja, que posteriormente se tornou o escudo da cidade.
Em 11 de julho de 1187 o rei Afonso VIII de Castela nomeou o abade de Santo Emetério dono e senhor da vila e deu a esta um foral, similar ao de Sahagún, que facilitava o tráfego marítimo, a pesca e o comércio, atividades que eram tributadas pela abadia. Outras atividades económicas locais também tributadas era a produção de conservas em escabeche e a produção vinícola.
Em 1217 foi iniciada a construção da igreja principal da vila, no mesmo local das anteriores, a qual passaria por múltiplas reformas que continuaram praticamente até à atualidade. As obras do claustro começaram em 1318. Em 1248 Santander participou, juntamente com outras vilas da Cantábria, na batalha pela conquista de Sevilha, tendo recebido como recompensa um escudo no qual aparece a Torre do Ouro e o rio Guadalquivir.
Em 1372, após a vitória em La Rochelle da frota castelhana frente aos ingleses, uma comitiva integrada pelo rei Henrique II de Castela entrou no porto de Santander. Esta facto foi muito relevante pois marcou a conversão do porto da cidade na base naval no Atlântico de Castela e levou à criação de importantes estaleiros navais, as Atarazanas Reales, similares às de Sevilha [es] e às [ca].
Em 1497 a armada da armada da Flandres fez escala em Santander para desembarcar Margarida da Áustria, que ia casar-se em Reinosa com o príncipe D. João, herdeiro dos Reis Católicos. Essa frota trouxe também a peste, que matou cerca de 6 000 pessoas numa população de 8 000. A cidade demorou três séculos a recuperar do declínio e despovoamento provocados pela epidemia.
A cidade, portanto, tem muita história. E vou falando aos poucos desses acontecimentos.