Turismo

A IGREJA ONDE SE CARSARAM LUIS XIV E MARIA TEREZA EM SAINT-JEAN-DE-LUZ

Templo de rara beleza por seu interior em madeira e simbolica da história da França onde o rei Luis XIV se casou com a imperatriz Maria Teresa da Áustria
Tasso Franco , Salvador | 22/07/2026 às 06:38
Galerias em madeira e barco em madeira suspenso encantam os turistas
Foto: BJÁ
   Já falamos neste site sobre a localidade de Saint-Jean-de-Luz, País Basco francês. Pela cultura nordestina baiana fomos criados ouvindo falar em São João do Carneiro compadre de São José e, agora, no tempo pretérito com 81 anos de idade eis que chego a uma localidade que se chama São João da Luz. Tem sentido uma vez que em nossos festejos para São João havia fogueiras, luzes, infelizmente destruitas pelo ShowJoão do petismo. 

  Saint-Jean-de-Luz alcançou renome graças às suas tradicionais festas de São João, realizadas anualmente ao longo de cinco dias para celebrar o solstício de verão. Os participantes vestem-se de vermelho e preto — as cores dos corsários que, outrora, partiam em expedições.

  Localizada a menos de 30 minutos da fronteira com a Espanha, Saint-Jean-de-Luz situa-se às margens do Mar Cantábrico (Oceano Atlântico). A cidade destaca-se por sua baía abrigada em forma de concha e por seu animado calçadão à beira-mar, oferecendo uma combinação de praias de águas calmas, ideais para famílias, e áreas costeiras mais selvagens e rochosas, perfeitas para o surfe.

  A Igreja de São João Batista (Église Saint Jean-Baptiste) fica bem no centro da cidade e visitei-a. Pelo menos, para mim, de uma raridade que não conhecia em templos antigos da Europa com uma grande galeria de madeira que percorre as paredes e um barco de madeira está suspenso no teto, um detalhe simbólico que remete à história marítima da cidade e conecta a arquitetura religiosa à vida portuária. 

  Impressiona sobretudo por esses detalhes. É enorme e seu interior escuro dando a impressão que se entrou numa catacumba. Aos poucos, na nave, vai-se se acostumando com essa luz em preto e branco. Gostei muito e a madame Bião de Jesus levou consigo duas imagens de Tereza de Lisieux. O turista paga o que quiser pelas imagens.

  A entrada é gratuita e a igreja funciona como uma parada natural no trajeto pela cidade, integrando-se perfeitamente aos visitantes. São João Baptista é o padroeiro local e o tempolo foi construída sobre o sítio de uma igreja anterior — destruída diversas vezes durante invasões espanholas —, conferindo assim à estrutura um legado de resiliência e reconstrução.

   Um marco importante ocorreu em 1660, quando a igreja sediou o casamento de Luís XIV e Maria Teresa da Áustria, um evento que a vincula diretamente à história da França. Um detalhe interessante, frequentemente mencionado, é que a porta utilizada pelo cortejo real foi murada anos mais tarde, e não imediatamente após a cerimônia, como sugere a placa externa. Maria Teresa era espanhola.

  As partes mais antigas, como a torre do sino do pórtico e algumas das janelas voltadas para a Rua Gambetta, datam do século XV.