Turismo

DICA TURISTICA DA SEMANA: Budapest, pérola húngara a beira do Danúbio

Um lugar realmente maravilhoso, alegre, e com preços mais baratos que em Viena e Berlim
Tasso Franco , da redação em Salvador | 12/12/2015 às 11:36
Budapest banhada pelo Danúbio de ponta a ponta
Foto: BJÁ
   A Dica Turística da Semana vai para Budapest a capital da Hungria. 

   Desde a época pré-histórica arqueólgos encontraram onde hoje é a cidade de Budapest, peças das idades da pedra, do bronze e  do ouro que se encontram no Museu Nacional da Cidade.

   As migrações trouxeram as tribos Celtas e Citas e depois os ramanos no Século I que ocuparam a parte Ocidental da Hungria, a Pannonia. Segundo as lendas medievais a cidade recebeu o nome de Buda por causa do nome do irmão de Átila, rei dos Hunos.

   No território da Hungria se estabeleceram os godos, longobardos e ávaros. Depois, Carlos Magno e seu exército ocuparam toda a região e no final do século IX apareceram os magiares chefiados por Arpád e Kuszán. 

   Com a invasão dos mongóis, o rei Bela IV mandou construir um castelo para defender a cidade. No século XIV, Budapest era sede da residência real.

   Sigilando de Luxemburgo (rei da Hungria e imperador da Germânia) mandou construir um palácio gótico na colina do Castelo, desenvolvido pelo rei Matias, que amava o renascentismo e a cidade cresceu com novos edificios, indústria e comércio.

   Houve, na época renascentista, nova invasão de Buda pelos turcos que ocuparam a localidade por 150 ano. As tropas cristãs só reconquistaram a cidade em 1686, passando para o domínio dos Habsburgos. 

   Havia duas cidades, Buda (na colina) e Peste na planície (às margens do Danúbio). Em 1872 deu-se a unificação de Buda, Pest e Óbuda com um único nome Budapest.

  Em 1896, Budapest já tinha a primeira rede subterrânea de comboios (metrô) e organizou-se uma expo para comemorar os 1.000 anos da localidade.

   A cidade foi castigada na I Guerra Mundial e na II Guerra Mundial foi parcilamente destruida. Na sua fuga das tropas soviéticas, os alemães explodiram as pontes sobre o Danúbio. Em 1956, ataques de tanques russos, na tentativa de fim da Cortina de Ferro. É muita história de destruição e reconstrução.

    Hoje, a capital da Hungria vive em paz e seu parlamento funciona democraticamente.

   A Colina do Castelo tem 1km e meio de cumprimento e é um dos locais mais visitados pelos turistas. O templo vem desde o século XII. O rei Sigilando transformou esse castelo num dos mais fortes do seu tempo e é o ponto preferido para ver a cidade do alto.

​   Durante a II Guerra Mundial todas as casas do bairro do Castelo foram destruidas e o palácio ardeu em chamdas. Hoje, passados 70 anos, tudo já foi reconstruido. A rua principal do bairro chama-se Tárnok e a praça onde está a igreja é a Dísz. 

   Os grandes museus estão situados no Palácio Real - a Galeria Nacional e a Biblioteca Nacional Szechényi, o Museu da História Militar e o Museu da História da Música.

   Este Palácio chama-se Budavár e representa  uma das maiores atrações de Budapest. Aí estão concentrados os principais museus. A Galeria Nacional húngara  apresenta uma exposição de peças de vários ciclos da história da Hungria.

    A Praça da Santíssima Trindade é a mais importante e de maior movimento do Castelo e há uma escultura belíssima de Fulop Ungleich. Nas proximidades está a Igreja de Matias onde, em 1309, realizou-se a coroação do rei Carlos, da dinastia dos Anjou. É um templo belissimo, imponente, e chegou a ser uma mesquista turca com o nome de Eski ou Mesquita Grande. Hoje é um templo jesuita dedicado a Maria.

   Ainda no Castelo encontra-se o baluarte dos Pescadores construido em 1905 no lugar do antigo Mercado Medieval do Peixe. Em 1988 foi considerado Patrimônio Mundial da Unesco e é o melhor mirante da cidade.

    Outro lugar favotiro dos turistas é o Monte São Geraldo com seus 140 metros de altura. Foi nesse local que os pagões atiraram o bispo São Geraldo em 1046 montanha abaixo preso dentro de um barril.  No topo há um monumento da Liberdade e também a estátua de São Geraldo.

   Do Monte São Geraldo brotam várias fontes termais medicinais e isso data do século XII, época do rei André II, o qual mandou construir um hospital. Hoje, há no lotal um baita hotel.

​   ZONA BAIXA

   A baixa, zona antiga de Peste, teve inicio num aldeiamento de comerciantes no século XI e na Idade Média essa área era rodeada de muralhas. Com o tempo essa área se desenvolveu foram construidas pontes sobre o rio Danúbio e ergeu-se a avenida Lipot (atual Váci).

   Na antiguidade, a Praça Vörösmarty era o local mais movimentado e nas suas imediações estavam as portas de Váci da muralha de Peste. Essa praça, hoje, imponente, há um ponto central do metrô, a partelaria Gerbeaud e uma fonte. 

   Encontra-se nessa região a Academia Nacional de Ciências, o Vigadó, o Palácio Gresham e a sede do Parlamento, o maior e mais conhecido edificio simbolo da Hungria, construido entre 1885 e 1902. A fachada é eclética com detalhes neogóticos e o palácio está dividido em três secções: salas da Assembleia Nacional e do Congresso. O parlamento tem 268 metros de cumprimnento com largura máxima de 118 metros à beira do Danúbio. 

   A entrada principal fica na Praça Kossuth e a partir desse ponto chega-se a escadaria, decorada com pinturas murais e estátuas, que leva a sala da cúpula com 16 lados de 21 metros de largura e 27 metros de altura. A Coroa Sagrada, a Maçã do país e o Ceptro, simbolos do Estado estão aí expostos.

   Também no centro está a Basílica de Santo Estevão, a maior da cidade, com 96 metros de altura podendo abriugar 8500 pessoas. Em 1938, no centenário da morte de Santo Estevão, a igreja recebeu o título de Basílica Menor e sua relíquia mais importante é o destro sagrado, mão direita do rei Santo Estevão (1000-1038) que se encontra na capela da Sagrada Mão Direita.

   Em Peste também encontam-se o Museu das Artes Aplicadas, o Mercado Central, a sinagoga, a ópera estatal e as pontes que cortam o Danúbio -  a das Cadeias, a Margarida, Elisabete, Liberdade, cada uma mais bonita do que a outra

   Há ainda se der tempo o Parque da Cidade, a Praça dos Heróis, os banhos termais e medicinais Széchényi. Budapeste é dez.

   A cidade é alegre, alto astral, criminalidade de rua praticamente zero, metrô de boa qualidade, muitos bares e restaurantes por todo lugar que se anda e bem mais barata do que Munique, Berlim ou outra qualquer cidade da Alemanha.
  
   A moeda é o florim (1 euro vale 290 florins e em todas as lojas, restaurantes, hotéis, etc, aceita-se euros. (TF)