Representantes do governo estadual e do Grupo Aerus participaram, nesta quarta-feira (3), na sede da Secretaria de Turismo do Estado de uma reunião para definir os rumos do Hotel da Bahia. A intenção é que as atividades do equipamento sejam retomadas ainda este ano. O encontro contou com a presença do secretário Domingos Leonelli, do presidente da Desenbahia, Luiz Alberto Petitinga e de Albiérgio Barros, representante do Grupo Aerus.
Após a reunião, Leonelli explicou tem colocado o governador Jaques Wagner a par de toda a situação e que. "Levamos os dirigentes da Rede Tropical à presidência do Desenbahia, que disponibilizou, inclusive, recursos para que eles mantivessem a operação, renovassem o equipamento e até participassem do leilão, adquirindo o equipamento", informou.
Ao reforçar o intuito do governo de manter a atividade hoteleira do equipamento, o secretário de Turismo também enumerou as principais condições para a obtenção de apoio financeiro do Estado ao grupo que se interessar na aquisição do imóvel e operação do empreendimento.
"Uma, que seja o mais rápido possível, para diminuir o tempo em que o hotel ficará sem atividade. O segundo é que seja condicionada a participação neste leilão a empresas hoteleiras, com o compromisso de manter o Hotel da Bahia funcionando e a terceira, a inclusão no leilão de uma da possibilidade do Estado da Bahia ofertar financiamento para a reforma do hotel, por meio do Desembahia".
MANTER UTENSÍLIOS
Leonelli explicou ainda que a Aerus vai atender ao pedido da Tropical para manter no hotel os utensílios dos equipamentos mobiliários durante um determinado tempo, para que o eventual adquirente do hotel, vencedor do leilão, decida se quer ficar com todos ou com parte desse material. "Ou seja, o hotel não será desmontado", afirmou.
De acordo com o presidente da Agência de Fomento do Estado (Desenbahia), Luiz Alberto Petitinga, os recursos disponíveis para a recuperação das instalações do Hotel da Bahia chegam a R$ 15 milhões e juros que variam de 4% a 10% aa.
Após a desocupação, segundo Albiérgio Barros, representante do Grupo Aerus, o passo seguinte é o leilão do prédio. O executivo afirmou ainda que empresários ligados ao segmento hoteleiro já manifestaram interesse no leilão.
Um destes interessados seria a operadora de turismo CVC, que enviou um representante a Salvador nesta quarta-feira para tratar do assunto. Balthazar Saldanha esteve com Leonelli na Setur e, segundo o secretário, o executivo afirmou que caso o equipamento fosse adquirido pelo grupo, gostaria de transformar o Hotel da Bahia numa espécie de Copacabana Palace. "Foi a expressão que ele usou, pois acha que a vocação daquele hotel é ser um estabelecimento de alto nível por conta da localização que tem e pelas tradições que possui".