Para este ano, espera-se, oficialmente, a vinda à Cachoeira - distante 110 km de Salvador e considerada Monumento Nacional pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - de mais 230 afro-americanos, entre eles, 50 visitantes trazidos pela agência de viagens Diga Brasil, da Filadélfia, e outros 22 que virão através da empresa Sankofa Tours.
Da cidade de Atlanta, na Geórgia, está confirmada a chegada da antropóloga Bárbara King, Ministra da Igreja Hillside International Truth Center, e que junto com o norte-americano, Jimmy Lee, veio pioneiramente à Bahia conhecer a tradição da festa da Boa Morte. Bárbara King ficará três dias em Cachoeira e mais um período em Salvador. Esse fluxo qualificado é resultado do trabalho de três missões da Setur/Bahiatursa nos Estados Unidos da América (EUA).
O governo da Bahia fará um receptivo especial para dar as boas vindas a esses turistas e ao grupo de jornalistas norte-americanos - de veículos como TV e jornais -, das cidades de Chicago, Nova Iorque, Atlanta e Filadélfia para a cobertura da festa. Os jornalistas afro-americanos foram selecionados pela Associação Brasileira de Operadores de Turismo (BTOA), com sede em Nova Iorque.
Além de Cachoeira, eles também visitarão os principais roteiros de turismo étnico em Salvador e no Recôncavo, indicados pela Setur/Bahiatursa. Também uma equipe de TV do SBT Realidade, apresentado pela jornalista Ana Paula Padrão, já confirmou a chegada segunda-feira (11) para gravar a festa da Boa Morte.
"Nosso apoio à Festa da Boa Morte visa divulgar e promover intensamente este evento que tem uma forte identidade cultural e religiosa com o povo baiano, e que - de alguma forma - inspirou nosso programa de turismo étnico, que veio as ser adotado nacionalmente pelo Ministério do Turismo", afirma o secretário do Turismo, Domingos Leonelli.
Este ano durante a implantação do governo do Estado em Cachoeira nos festejos da Independência da Bahia, o governador Wagner assinou convênio para apoio à Festa da Boa Morte no valor de R$ 130 mil. Entre o ano passado e este ano três missões da Secretaria de Turismo visitaram as cidades norte-americanas de Atlanta, Nova Iorque e Filadélfia visando a incentivar o turismo étnico.
A Irmandade da Boa Morte é uma organização formada por mulheres negras descendentes de escravos, que preservam tradições e ensinamentos religiosos cultuados pelos seus antepassados e marcados pela força da ancestralidade africana. A centenária manifestação religiosa e cultural, data do século XIX, que atrai muitos turistas afrodescendentes em busca de suas raízes, é a principal representação do turismo étnico, um dos programas desenvolvidos pela Secretaria de Turismo (Setur).