Shows

BANDA DO HABEAS E OUTRAS MUVUCAS ABREM CARNAVAL NO CIRCUITO BARRA

Legal
| 03/03/2011 às 07:28
Banda do Habeas Copus à frente da folia na Barra
Foto: Edgar de Souza G1

Marchinhas e instrumentos de sopro e percussão marcaram a abertura ainda não oficial do carnaval de Salvador na noite de quarta-feira (2). O bloco Habeas Copos e outros 15 blocos reuniram juntos cerca de 30 mil pessoas, de acordo com estimativa dos organizadores do evento.


Relembrar os carnavais passados, realizados antes da consagração dos trios elétricos, foi o que motivou o casal Márcia Andrade, de 30 anos, e Cezar Ricardo Neves, de 31, a desfilar no Habeas Copos na véspera do carnaval.

Márcia Andrade e o namorado Cezar Neves durante o desfile (Foto: Edgar de Souza/G1)Márcia Andrade e o namorado Cezar Neves
durante o desfile (Foto: Edgar de Souza/G1)


"Eu já saio no bloco há sete anos e adoro, porque é completamente diferente dos outros dias. Os músicos tocam marchinhas com instrumentos de sopro, bem diferente dos trios elétricos. É uma maneira de voltarmos às origens do carnaval", diz Márcia.

As amigas Isana Dorato, Larissa Andrade e Laís Vieira desfilaram pela primeira vez no bloco e aprovaram a experiência. "Estamos adorando, porque é o contrário dos outros dias. É uma coisa bem antiga, cantamos marchinhas. O carnaval começou assim e estamos começando também, porque é o nosso ‘esquenta'", afirma Isana.


História


O bloco Habeas Copos têm 33 anos e começou com um grupo de amigos que resolveu se antecipar a comemoração para a quarta-feira que antecede a abertura oficial do carnaval. O bloco, que tem a banda formada por 100 músicos, até o ano passado desfilava sozinho, mas nesse ano já inspirou 15 seguidores, conforme explica o fundador Sérgio Augusto Bezerra.

As amigas Larissa Andrade (esq.), Isana Dorato e Laís Vieira (dir.) (Foto: Edgar de Souza/G1)As amigas Larissa Andrade (esq.), Isana Dorato e Laís Vieira (dir.) (Foto: Edgar de Souza/G1)


"O instrumento acústico dita o carnaval baiano. O ritmo eletrizante é bom, mas aqui vemos a pluralidade. Nós reunimos famílias e crianças que se divertem juntas, brincando e se divertindo sem violência. É uma grande confraternização", diz Bezerra.

Para Bezerra, a responsabilidade de trazer um carnaval acústico para o circuito Barra/Ondina é enorme.

"Aqui temos o carnaval de grife, mas inspiramos vários outros grupos e nos reunimos agora para mostrar a nossa força. É uma festa plural, que demonstra quanta gente quer esse momento mais acústico e como essa música não pode ficar de fora do carnaval de Salvador."