Salvador

DINHA, CIRA E REGINA ERA O TRIO ELÉTRICO DOS ACARAJÉS; REGINA, SEGUIU

Sepultamento será na terça-feira, 20
Tasso Franco ,  Salvador | 19/10/2026 às 17:59
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     Regina Santos Conceição, conhecida como Regina do Acarajé, morreu nesta segunda-feira (19), aos 74 anos. À frente de um dos tabuleiros tradicionais de Salvador, ela dedicou mais de cinco décadas ao ofício. A notícia foi compartilhada por familiares nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.

A relação de Regina com o acarajé vinha de família. Neta de baiana, foi a primeira entre as irmãs a aprender o preparo e começou a trabalhar aos 19 anos, na praia de Patamares, enquanto a avó mantinha seu ponto em Pituaçu. Depois, levou o tabuleiro para a Avenida Euclides da Cunha, na Graça, onde seu nome passou a fazer parte da história do comércio do bairro.

“É com o coração apertado que comunicamos o falecimento da nossa querida mãe, avó, amiga e grande exemplo de fé, nossa rainha! Sua vida foi um presente para todos nós. Você espalhou amor, generosidade, alegria e ensinamentos por onde passou. Seu sorriso, sua força e sua fé sempre serão lembrados e guardados em nossos corações”, diz um trecho da nota de pesar.

De acordo com um comunicado da família, o sepultamento será realizado nesta terça-feira (20). Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário e o local da cerimônia.

“Hoje, a dor da despedida se mistura com a gratidão por tudo o que vivemos ao seu lado. Você foi luz, foi amor, foi família. Vai fazer muita falta. Mas sabemos que agora descansa em paz, ao lado de Deus, no lugar que tanto merecia”, diz outro trecho da homenagem.

Ao lado de Cira e Dinha, Regina era reconhecida como uma das tradicionais baianas de acarajé de Salvador, sendo lembrada pela qualidade de seus quitutes e pela contribuição à cultura gastronômica da capital baiana.

A Prefeitura de Salvador também lamentou a morte da baiana em uma nota de pesar. “Hoje nos despedimos de Regina, uma das maiores referências da nossa cultura, com um talento inconfundível para a cozinha baiana. Salvador é grata pela honra de ter sido casa desta grande baiana do acarajé, que trabalhou tanto pela preservação de uma tradição que é nosso patrimônio. Que sua história siga viva em cada tabuleiro e para sempre na memória de quem teve o privilégio de conhecer seu talento. Nossos sentimentos e todo nosso afeto aos familiares e amigos”, diz o comunicado.