Salvador

SSA INVESTE R$83 MILHÕES EM PARQUE NO MANGUE PASSA VACA E MUSSURUNGA

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Tasso Franco , Salvador | 18/09/2026 às 17:03
Manguezal Passa Vaca
Foto: Betto Jr
   MIUDINHAS GLOBAIS: 

  1. A Prefeitura de Salvador anunciou na última quarta-feira (16) a criação dos parques municipais do Manguezal do Rio Passa Vaca, em Patamares, e o de Mussurunga, em uma iniciativa que amplia a proteção de áreas verdes da capital baiana e incorpora novos espaços à estratégia de enfrentamento às mudanças climáticas. 

  2. As duas áreas somadas alcançam mais de 320 mil metros quadrados, e o município investiu cerca de R$ 83 milhões nas desapropriações necessárias para transformar terrenos privados em áreas públicas destinadas à preservação ambiental. Os detalhes foram divulgados pelo prefeito Bruno Reis e pelo secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler.

  3. O Parque Municipal do Manguezal do Passa Vaca abrange a região próxima à foz do Rio Passa Vaca, que deságua na praia de Jaguaribe, formando uma área de manguezal que é considerada o último remanescente desse ecossistema na orla atlântica. O curso da água vem desde a região de São Rafael, cruzando a Avenida Paralela e o bairro de Patamares, e depois encontra-se com o Rio Jaguaribe, já próximo à faixa litorânea.

   4. Para o parque, foram destinados R$ 31 milhões em desapropriação, permitindo a proteção de aproximadamente 19 mil metros quadrados de manguezal. “Este é o último mangue existente na orla da cidade. Já iniciamos a limpeza e a erradicação de algumas espécies invasoras e vamos começar, na próxima segunda-feira, todo o cercamento para preservar esse espaço para as gerações presentes e futuras”, afirmou o prefeito.

   5. A preservação do local era discutida há cerca de 30 anos. Isso porque o parque foi objeto de estudos de universidades e mobilização da sociedade civil e teve sua criação formalizada por decreto em 2009. Agora, a área passa a ser efetivamente protegida, recuperada e destinada também a atividades de educação ambiental.

   6. A Prefeitura pretende implantar no local o primeiro Centro de Referência do Manguezal de Salvador (CRMS), em parceria com a Fundação Vovó do Mangue. A proposta é criar um espaço dedicado à pesquisa, inovação tecnológica e monitoramento.

   7. O titular da Secis, Ivan Euler, explicou que o PDDU de 2016 foi um marco nesse processo, ao delimitar dezenas de espaços integrantes do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam).

   8. “Parques como esses vão muito além de servir como espaços de convívio: ajudam a diminuir a temperatura do ambiente ao redor, contribuem para reduzir os efeitos das ilhas de calor, aumentam a absorção da água da chuva e no enfrentamento de alagamentos, além de favorecer a biodiversidade”, disse.

   9. Mussurunga - Já em Mussurunga, a Prefeitura desapropriou uma área de 106 mil metros quadrados, investindo mais R$ 52 milhões, além de incorporar um terreno que já pertencia ao município, totalizando aproximadamente 304 mil metros quadrados para o novo parque.

   10. O local fica entre três avenidas: Aliomar Baleeiro, 29 de Março e Luana Beatriz Fontenelle, nas proximidades do Alphaville II, São Cristóvão e Fazenda Grande IV.

    11. De acordo com o prefeito, a meta é ampliar os investimentos para que Salvador ganhe mais três áreas verdes até 2028.

   12. “Esse parque em Mussurunga será totalmente cercado para garantir a preservação da nossa Mata Atlântica. Além dele e do Passa Vaca, também temos os projetos dos parques de Ipitanga, do Socioambiental de Canabrava e do Vale da Mata Escura. Ou seja, vamos até o final do nosso mandato trabalhar para entregar um total de cinco parques para garantir, primeiro, a preservação ambiental, depois disponibilizar para a população espaços de lazer, para estudo e pesquisa”, completou Bruno Reis.

                                                                 ****
  13. No ano em que celebra 80 anos de história, o Grupo Raymundo da Fonte realiza a terceira edição de sua mobilização pelo Dia Mundial da Limpeza (World Cleanup Day), no dia 19 de setembro de 2026, abraçando também o dia 26. A iniciativa reunirá colaboradores e seus familiares em mutirões de coleta de resíduos em praias de quatro estados brasileiros, reforçando o compromisso da companhia com a sustentabilidade e com as comunidades onde está presente.

  14. As ações acontecem na Praia do Pina, no Recife (PE); Praia de Piatã, em Salvador (BA); Praia do Outeiro, em Belém (PA); e Praia de Águas Belas, em Cascavel (CE); Praça Dinossauro, em Itajubá( MG) e Avenida Professor Benedito de Andrade, 540, Distrito Unileste, em Piracicaba (SP). Os voluntários atuarão na retirada de resíduos e em atividades de conscientização sobre descarte adequado, reciclagem e preservação dos espaços públicos.

  15. A mobilização chega à terceira edição apoiada por resultados concretos. Na edição anterior, os mutirões realizados em seis estados brasileiros retiraram mais de 733 quilos de resíduos do meio ambiente. O material coletado nas ações foi destinado a cooperativas de catadores, contribuindo para reciclagem, tratamento adequado e reaproveitamento dos resíduos.

  16. Em 2026, a mobilização ganha um novo componente: além dos colaboradores, o Grupo abriu as inscrições para familiares, ampliando o alcance da iniciativa e estimulando uma cultura de responsabilidade ambiental que ultrapassa os limites das unidades da companhia.

  17. A terceira edição do Dia Mundial da Limpeza acontece em um momento simbólico para o Grupo Raymundo da Fonte. Além de completar 80 anos de atuação, a companhia conquistou em 2026 o 1º lugar no Selo Verde Pernambuco, reconhecimento às práticas ESG desenvolvidas pela empresa.

  18. A certificação representa a consolidação de uma trajetória que vem incorporando sustentabilidade, responsabilidade social e governança à estratégia do negócio. Entre as iniciativas desenvolvidas pelo Grupo está a utilização de resina pós-consumo (PCR) nas embalagens.

  19. Outro marco foi a parceria com a Eureciclo, iniciada em 2018, fortalecendo as práticas de logística reversa e rastreabilidade de resíduos recicláveis.

  20. Na gestão de resíduos das operações, mais de 95% dos resíduos gerados pela companhia são reciclados, enquanto o percentual restante é destinado a aterro industrial. Em 2025, o Grupo também elaborou seu primeiro Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), criando indicadores para monitorar emissões e apoiar o desenvolvimento de futuras metas de descarbonização.

  21. A atuação ESG também alcança colaboradores e comunidades. Por meio do programa RF do Bem, o Grupo desenvolve ações de voluntariado, campanhas solidárias, atividades de educação ambiental em escolas, mutirões de limpeza e projetos de conscientização junto às comunidades próximas às suas operações.

  22. É nesse contexto que o Dia Mundial da Limpeza se consolida no calendário da companhia. Mais do que uma ação pontual de retirada de resíduos, a iniciativa busca aproximar colaboradores, familiares e comunidades de uma discussão permanente sobre consumo consciente, descarte adequado e preservação ambiental.

  23. Ao conectar os 80 anos de história, o reconhecimento do Selo Verde Pernambuco e a terceira edição da mobilização, o Grupo reforça a sustentabilidade como parte de sua estratégia para as próximas décadas.

  24. A Prefeitura de Salvador concluiu, nesta sexta-feira (11), o plantio no canteiro central da Rua Silveira Martins, no Cabula, pelo programa Corredor Verde. Nesta etapa, foram plantadas 11 árvores, das quais cinco quaresmeiras e seis manacás-da-serra.

   25. A implantação do Corredor Verde na região começou no final de maio deste ano. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) e faz parte da meta da gestão municipal de criar sete corredores verdes na cidade até 2028.

   26. De acordo com o titular da Secis, Ivan Euler, o projeto busca ampliar a arborização e integrar as áreas verdes à rotina da população. “O Corredor Verde do Cabula é uma iniciativa muito importante para a região, porque contribui para a preservação ambiental, a melhoria da qualidade de vida da população e a construção de uma cidade cada vez mais sustentável. A proposta é transformar esses espaços em áreas mais verdes, qualificadas e integradas ao cotidiano das pessoas, trazendo benefícios ambientais e sociais para toda a comunidade”, afirma Euler.

   27. Além do plantio de árvores, a iniciativa pretende recuperar e conectar áreas vegetadas, contribuindo para o conforto térmico, a biodiversidade e a ocupação dos espaços públicos.

   28. Euler enfatiza que a preservação das áreas depende também da colaboração dos moradores. “Para que esse trabalho tenha continuidade, a participação da população é fundamental. O cuidado com as áreas verdes precisa ser uma responsabilidade compartilhada. A comunidade é parte essencial desse processo, tanto na preservação dos espaços quanto na conscientização sobre a importância de manter e valorizar essas áreas”, diz o secretário.

   29. Morador do Cabula, Juan Vitor Lopes, de 20 anos, reforça que a participação da população deve incluir o descarte correto dos resíduos. “Se a população não tem essa predisposição e esse ensinamento, principalmente sobre como lidar com os resíduos, vemos como consequência o acúmulo de lixo em locais indevidos”, pontua o jovem.

   30. Cibelle Borges, de 60 anos, também reitera a necessidade de manter a limpeza na região: “Realmente, a gente tem coleta. Há pessoas que não têm consciência e colocam lixo ali, mas temos coleta dentro da comunidade”.